Produção nº25

Vocês já devem ter reparado que eu amo um visual soltinho, descolado do corpo, né? Acho que é porque sou muito calorenta. Mas para mim o caimento menos marcado é mais gracioso e interessante. Muito raro uso duas peças justas ao mesmo tempo, é uma questão de gosto. (No caso de roupas justas e curtas, de muito bom senso também. Tem hora, lugar e formas de usar!!!).

Queria um visual que tivesse caramelo e cor forte. Gosto de um toque misturando estampas e por isso o loafer animal. A bolsa vinho com arzinho retrô para contrapor com as outras peças modernetes e acrescentar mais uma cor sem brigar com o visual. Óculos de acetato redondinho porque é uma paixãozinha atual.

A camisa sem manga e o short saia de tecido plano tem um característica comum: são peças que tem uma pegada de alfaiataria. Por isso o resultado final é descolado e arrumadinho. Sairia assim em diversos lugares de dia e à noite, variando só a maquiagem.

Um final de semana tranquilo e gostoso pra nós! beijo. beijo. 

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Para inspirar…da galeria para a rua.

Desfiles, catálogos de marcas, editoriais em revistas, campanhas e fotos de moda de rua são excelentes inspirações e catalisadores de ideias para produções diárias. Fato. Mas nada deveria inspirar tanto quanto o que não é moda. Cada vez mais tenho me instigado com o que vejo fora do circuito industrial e mercadológico dito“fashion”. Ilustrações, fotografias, instalações, natureza, arquitetura etc. Quando passo muito tempo acompanhando “o que é moda” sinto um cansaço, uma sensação de que já vi isso tudo antes. A moda precisa de surpresa. E as pessoas se acostumaram com o contrário, com o que é previsível.

E foi descansando a mente da repetição cotidiana que um dia desses encontrei, zapeando em Tumblrs diversos, uma ilustração de Ben Newman. Linhas precisas, formas definidas, cores contrastantes e vivas, uma pontadinha de humor na criação das cenas e no jogo entre os personagens, realidade, ficção e abstração convivendo nas mesmas peças com uma imensa característica pop e acessível. Apaixonei.

Estava reparando o quanto podemos aprender com profissionais de outras áreas. Os estilistas sempre fizeram isso para criar suas coleções. Mas dá para usar no dia a dia também. Ben Newman acrescentou muito no meu jeito de ver e relacionar as cores. O trabalho e jogo que ele faz é lindo e muito forte, sejam cores neon ou pastéis. E se tem uma coisa difícil de fazer para a maioria das pessoas é justamente coordenar tons na produção. A maioria sempre vai ali, no que já é estabelecido, no que já foi aprovado.

Por isso acho que a gente tem que sair do lugar comum de inspiração “fashion’ e se inspirar em tudo a nossa volta. E o melhor é que em muitos casos nem precisamos sair da cadeira para conseguir ver coisas incríveis. Em tudo há alguma mensagem, informação, sentimento que podemos usar. É preciso abrir o olhar para novas propostas e novas formas de ser você, dentro do seu estilo, mas de maneira fresca, renovada, viva.

É bom lembrar também que inspiração e referência não são coisas imediatas, como as pessoas costumam pensar. São coisas que nos mudam e moldam aos poucos. Que percebemos e vamos usando a conta-gotas na nossa vida. Se a inspiração é verdadeira, se faz diferença a gente incorpora em quem a gente é, e claro, no que a gente veste e na moda que levamos para a rua.

Todas as imagens são ilustrações de BEN NEWMAN, espero que inspire vocês também. Ele possui inúmeras peças de ilustração e colaborações, tipografia, 4 livros publicados em 2009 e 2010, inúmeras exposições e publicações pessoais em um blog ótimo. Entre clientes de seus trabalhos estão The Tate, Selfridges, Absolut Vodka, Nokia e Lacoste.

Vele muito os clicks:

http://www.bennewman.co.uk

http://benhasapencil.blogspot.com.br/

Grampeando!

Aqui vai uma dica para deixar o visual com menos cara de “todo dia”. Sempre gostei desse jeito de prender cabelo, mas achava menininha demais. Aí, reparando algumas imagens recentes, vi que se misturarmos com uma produção que tem uma proposta distinta (mais despojada ou mais séria, por exemplo) o resultado é ótimo. Fofo, divertido, diferente, despretensioso e muito feminino.

Adorei as versões coloridas em trio contrapondo com a boca vermelha. É um bom truque para produções com toque masculino, mais sensuais ou de tom esportivo. Dão uma quebrada nos estereótipos desses visuais, deixam um ar feminino e nada previsível.  Vale com grampinhos simples, coloridos, trabalhados… e o esforço é zero. Mais fácil que isso, impossível.

Acho que vou usar amanhã já. Vamos todo mundo ficar com cara de boa moça igual a Gisele? =p

Para animar sua segunda-feira!

Imagem

Eu me deparei com essa foto  em algum tumblr por aí e eu simplesmente não consegui parar de rir. É ou não é a coisa mais fofa de todas??? Animou demais essa segunda-feira ingrata. Compartilho aqui como um desejo de ótima semana para todos nós esperando que esse cachorrinho fofo tenha o mesmo efeito terapêutico para vocês!

beijo. beijo.

 

Dica: riqueza feita à mão

Acho que a maioria das pessoas quando pensa em bordado lembra logo daqueles vestidos de festa em crepe de má qualidade com canutilhos e miçangas coloridos. Acho que todo mundo já teve contato com essas coisas em alguma festa durante a vida. Eu pessoalmente cresci com uma birra absurda de bordados por conta disso. Fazendo meu vestido de formatura (eu que desenhei) o costureiro sugeriu um bordado. Quase tive um enfarte. Até o dia da entrega do vestido eu tive medo dele fazer algo por conta própria. Ainda é muito difícil de eu gostar de algo. Vestido de noiva então… quase sempre torço o nariz.

Bordado é assim mesmo, o limite entre o brega e o incrível é muito, MUITO tênue. Ao longo do tempo, do meu envolvimento com a moda e do crescimento das minhas referências, perdi a birra. Tomei foi amor pela coisa. Acho que aplicações e bordados são uma coisa fantástica. São a própria expressão do cuidado, amor e talento que uma peça de moda exige. Trabalhos que têm muito do manual e artesanal e que proporcionam efeitos que extrapolam completamente o tecido e o corte da roupa. Criam texturas, volumes e moldam a silhueta. Até hoje um dos mais preciosos trabalhos da alta-costura ainda é reservado às bordadeiras. São obras de se admirar.

Estamos passando por um retorno ao uso desse trabalho e hoje é muito fácil encontrar peças para o dia a dia com detalhes lindos de bordados e aplicações no tecido. Muitas vezes esse charme sai caro, mas sempre temos a opção de customizar em casa. Por isso trouxe imagens pra gente se encantar, inspirar e ter mais vontade de usar essas coisas lindas, sem cair no mau gosto. Trouxe três características que tenho visto muito em bordados e são muito atuais:

O bordado de agora aceita quase tudo junto, vale a criatividade, a coerência da proposta e o bom senso. Essa mistura permite que o bordado seja romântico, clássico, rock, sensual etc. Pedraria, pérolas, peças de metal, flores, contas, tecidos e o que mais a imaginação deixar.

Temos visto muitas marcas trabalhando com bordados mais delicados. Pérolas, cristais, paetês e contas aplicadas em menor quantidade espaçadamente ou com efeitos, como um degradê, formando detalhes sofisticados que fazem aquela diferença sutil no visual final.

Muito comum também é o inverso. O exagero, poder, muitos materiais exuberantes, cores, texturas em peças rebuscadas e muito trabalhadas. Dá para sentir o imenso trabalho e dedicação por trás de cada detalhe. Puro desejo e fetiche.

Vamos colocar as inspirações em prática em casa mesmo?

Eu quero: outono!

O outono chegou! EBA! A estação que eu mais gosto iniciou oficialmente ontem e pelo menos aqui em BH ela já está começando a dar o tom. Adoro outono por essas temperaturas amenas que deixam a gente abusar um pouco mais da criatividade na hora de vestir, sem precisar preocupar se vai morrer de calor ou passar frio. Um blazer a mais, um cachecol quentinho, uma meia-calça… dá para misturar bem os itens do guarda-roupa. Nessa temporada ainda temos a deixa de tendências bem mais coloridas que o normal, e por isso algumas peças do verão nem vão ter descanso.

Mas o que eu gosto muito mesmo e me deixa de bom humor com sorriso no rosto o dia todo é quando acontece um daqueles dias abençoados de tão lindos com o combo perfeito: sol, céu azul e friozinho. Aí para garantir minha felicidade é só completar usando a peça de roupa mais gostosa de todas, o suéter, e tomar um cappuccino quentinho. Aaaaain, que vontade!

Coloquei aqui a minha produção favorita de outono: suéter + saia solta levinha. Já imaginei várias opções para eu usar. Só falta o tempo colaborar e esfriar um pouquinho! #VemOutono

Minha Produção: dia de desfile

No dia do AUGGE estava chuvoso e mais fresco, então deu para usar mais peças sem passar calor. Optei por uma silhueta mais solta misturando peso street com sofisticação casual. Comecei com a saia tulipa de brim azul Bic que eu amo e gostei do contraste com o nude acetinado da blusa. É uma bata bem solta com barra assimétrica e eu intensifiquei o efeito prendendo um pouco a frente. Para dar uma estrutura para a roupa e o toque street usei o inseparável colete jeans claro.

Arrematei com muitas correntes, maxi-carteira envelope de cobra(atual companheira de todas as aventuras) e o clog bicolor que eu amo e fiz questão de esperar para comprar depois que as pessoas “da modinha” pararam de usar, porque não consigo andar na rua e ter a sensação de que tá todo mundo igual a mim. É um dos sapatos que mais gostei na vida e pretendo usar ainda por muito tempo.

É sempre assim ou compro no comecinho da tendência ou espero passar, porque apesar de amar acompanhar e me inspirar em todos os lançamentos, não ligo tanto assim para o que está dentro ou fora da moda. Uso o que me faz feliz naquele momento e que não me deixa com uma cara uniformizada. Mesmo o que está “todo mundo usando” a gente tem que saber usar de um jeito só nosso. Estilo é isso, não é repetir e sim reapropriar.

E falando em tendências, saiu a programação dos desfiles do Minas Trend Preview. Gente, mal acabamos de ver o inverno e os lançamentos do verão 2013 já estão batendo na porta. Pelo menos para as marcas mineiras que se propõem a adiantar tendências. As novidades são a transferência da direção criativa do evento das mãos de Ronaldo Fraga para Mary Arantes, da Mary Design e entrada das marcas Martha Medeiros, Lucas Magalhães e Jardin. Serão 20 marcas desfilando + feira de negócios entre segmentos de roupas, acessórios, sapatos e bolsas.

QUARTA-FEIRA (25.04)

19h – Martha Medeiros – Rogério Lima – Cila

21h – Apartamento 03 – Cláudia Arbex – Chouchou

QUINTA-FEIRA (26.04)

11h – Patrícia Mota – GIG – Vivaz

19h – Patogê – E-store – UMA

21h – Alessa – Fabiana Milazzo – Vitor Zerbinato

SEXTA-FEIRA (27.04)

19h – Lucas Magalhães – Jardin – Clair

21h  – Áurea Prates – Mary Design

Augge Winter Fashion Show

Fui convidada para na terça-feira, 13/03, no Museu das Minas e do Metal comparecer a um evento de lançamento das coleções do inverno de 13 marcas mineiras: o AUGGE Winter Fashion Show. Desfilaram por lá Alex Moreira, Annic, Attuale, Blue Banana, Caos, Fluê, Green Co, Heaven, La Ví, Label, Leo Coelho, Trintênio e Ruth Amaral.

O Augge já está em sua sexta edição e foi uma maneira que o produtor Alex Moreira encontrou de apresentar para imprensa, corretores de moda, lojistas e consumidores os lançamentos de algumas marcas, fora dos grandes circuitos. Segundo palavras do próprio idealizador:

“Estamos muito felizes com a consolidação do AUGGE. Várias marcas de destaque da moda mineira fazem parte da história de sucesso do evento, que a cada edição ganha ainda mais visibilidade e respeito. Nosso objetivo é fomentar o mercado e mostrar para todo o país a força da moda feita em Minas Gerais, que movimenta bilhões de reais todo ano e é responsável por muitos empregos, além de ser referência no lançamento de tendências para todo o Brasil”.

O evento foi bem promovido, a estrutura estava bacana e o Museu, que é lindíssimo, contrasta de forma instigante com a estrutura metálica da passarela e da iluminação. Eu, com todo o meu critério, vi várias coisas que poderiam ter sido melhores, mas é um evento em crescimento e consolidação e que deve ir aprimorando com a própria experiência.

O que me deixou decepcionada foram os desfiles. Entendo que seja uma proposta comercial e não esperava ver nada fora dessa base. Mesmo assim faltou muita personalidade à maioria das marcas, trabalho com o tecido, caimento, acabamento e styling. Já vi outros desfilies de algumas das marcas e sei que elas podem e fazem mais do que o que foi apresentado. Fora os erros de construção, conceito e finalização a maioria das marcas se mostrou antenada e atual, várias tendências se confirmavam a cada desfile:

Renda colorida, franjas, couro, pele (principalmente em coletes), barras assimétricas, calças estampadas, tons de vinho e mostarda, “conjuntinhos”, muitas estampas, pretos, marrons e muito, muito dourado.

O desfile que mais me chamou atenção foi um masculino, de Leo Coelho. Gostei muito das propostas, como a utilização da bermuda acima do joelho, moletons, camisetas e cachecóis junto à uma alfaiataria revisitada. Achei atual e realista com o nosso inverno. Fica a dica para os meninos então.

O melhor desfile feminino foi o da La Ví, que eu não conhecia. Gostei do uso das cores das camisas de alfaiataria, calças de montaria e misturas de peças clássicas com esportivas e casuais. Funcionou bem.

E vocês, o que acharam? Coloquei aqui o site ou Facebook das marcas que encontrei. A maioria delas já está com as coleções desfiladas à venda:

Alex Moreira – https://www.facebook.com/profile.php?id=100002126527768

Annic http://www.annic.com.br/inverno2012/

Attuale http://www.attualemoda.com.br/

Blue Banana (http://www.bluebanana.com.br/)

Caos http://www.caosnostropicos.com.br/

Fluê http://www.flue.com.br

Green Co http://www.greencobrasil.com/

Heaven – não achei

La Ví http://www.lavibh.com.br/

Label http://www.labelfashion.com.br/

Leo Coelho http://www.leocoelho.com.br/

Trintênio – não achei

Ruth Amaral http://www.ruthamaral.com.br/

Para quem quiser visitar o Museu das Minas e do Metal vale muito o passeio e tem uma programação bastante ativa: Praça da Liberdade, s/nº (Palácio Rosa). http://www.mmm.org.br/

Ps.: O post demorou a sair pois não consegui tirar boas fotos do desfile e foi muito difícil conseguir imagens de divulgação. Fica a dica para o próximo ter uma página de divulgação no flick, quem sabe, ou mesmo um álbum completo no Facebook. As Imagens são do fotógrafo Fredericus Augustus e do próprio museu.

One and counting

Quando se tem um ano a gente mal mal sabe que existe. Por isso, depois de grande quando vemos uma criança fazer um ano conseguimos entender o quanto foi desenvolvido e mudado nesse espaço de tempo. Quão mágico é nascer, crescer e transformar.

O M.E.C. faz um ano hoje (\o/)e eu vejo ele assim, como um bebê em desenvolvimento, nem começou a andar e falar ainda, mas tem um brilho nos olhos que ninguém tira, que é só meu. Vocês sabem que quase não tenho tempo para me dedicar a ele, mesmo que seja a coisa que eu mais gostaria de fazer. Mas sempre fico feliz por ver que as pessoas continuam entrando e ocasionalmente acontecem surpresas de pessoas que eu nem nunca vi elogiando muito o blog. Então parece que eu estou fazendo alguma coisa certa, né?

Eu já estou absurdamente feliz com a minha “criança” e sei que ela ainda vai crescer muito junto comigo. Espero que eu possa ter o tempo que gostaria para me dedicar a ela e fazer dela parte da minha vida real e não só do meu sonho. E iria ser fantástico se vocês estivessem comigo até lá.

Feliz um ano de vida pra gente, leitores! Muito obrigada mesmo! =)

Ass.:

 

Ps.: devo postar o sorteio de aniversário hoje ainda ok?

Dia internacional do que mesmo?

Eu não me lembro há quanto tempo eu descobri que o Dia internacional da Mulher é uma homenagem à operárias de uma fábrica têxtil que foram queimadas vivas em New York, mas sei que não tem tanto tempo assim. Uma vergonha. Acho que eu tinha que ter crescido sabendo disso e entendido a importância que é a voz, o valor e a liberdade que eu tenho para fazer o que eu bem entendo e não ser questionada por isso. E quando surgem aqueles comentários e opiniões arraigados de preconceito e completamente ultrapassados eu penso que evolução é assim, tem um período de transição em que o passado convive com o presente até que alguns valores antigos, impregnados, vão se dissolvendo entre as gerações e um dia acabam. Ah, um dia vão acabar.

Essas mulheres foram queimadas porque reivindicavam melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária de 16 para 10 horas diárias e salários iguais aos dos homens – que chegavam a ganhar três vezes mais no exercício da mesma função. Hoje é dia da mulher porque quando isso aconteceu todos os dias eram dias dos homens. Pensa só nisso!!!! Aí você para e dá Graças a Deus porque não vive mais nesse mundo e comemora o dia 08 de março, como se a tal transição tivesse passado. Não, ainda tem muita coisa para mudar. Já me vi atravessando a rua incontáveis vezes para não passar em frente a uma obra ou um bar repleto de homens. Enquanto uma mulher não puder andar na rua sem ter que passar pela desagradável situação de ser olhada como um pedaço de carne e chamada de coisas como gostosa e etc, ainda terá muita coisa para mudar. Isso citando a menorzinha das situações absurdamente desrespeitosas que ainda temos que conviver diariamente.

E não, eu não sou feminista. A palavra carrega nos dias de hoje um significado tão discriminante quanto machismo. Eu gosto de pensar em equilíbrio, aquela situação em que não há sobreposição entre as partes, sabe? Eu acredito na liberdade que cada um, homem ou mulher, deve ter de escolher o seu próprio caminho e ser respeitado em todo o percurso. Sem essa coisa de isso é de homem e aquilo é de mulher. Tudo é do ser humano e das suas necessidades sociais/culturais. Ok a mulher não gostar de limpar a casa e adorar mecânica. Ok também o contrário. Desde que nenhuma situação seja compelida a ela e sim escolhida por discernimento e conhecimento de si mesma. A mesma coisa para homens. Porque se encaixar em um estereótipo se ninguém é igual, se somos maravilhosamente fruto natural da diversidade. Quer coisa mais plural do que um código genético? Uma combinação aleatória de características que só você tem.

Tudo isso para falar que hoje não é dia de comemorar nada, e sim uma oportunidade de parar e refletir.

Esse desabafo pode parecer não ter nada a ver com o blog e com moda, mas tem a ver com tudo na nossa vida. Inclusive tudo a ver com a construção de um estilo pessoal. Ter um estilo é se vestir para você, sendo você. E ainda tem muita mulher se vestindo para conseguir ser notada pelos homens(pelos motivos errados) e outras para competir/parecer com outras mulheres.  Enquanto você não estiver se vestindo pra você, nada vai cair bem. Enquanto você não estiver vivendo pra você, vai sempre faltar um pedaço.