Anacrônicas do estilo: quer saber como as pessoas te veem?

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Comece a reparar em como você vê (e julga) as outras pessoas. Simples assim. No último texto (que eu amei escrever, inclusive!) comentei sobre o vídeo da Dove que mostra como somos mais duros conosco do que as outras pessoas. Disse que em termos de vida e de estilo pessoal pra gente gostar do que vê no espelho tem que primeiro saber o que quer ver e importar menos com os padrões do mundo. E hoje quero falar disso, de como descobrir “o que a gente quer ver”.

O que a gente quer ver no espelho tem relação muito próxima com o que a gente pensa do mundo e das outras pessoas, a nossa visão do que é certo e o que é errado. Afinal a gente quer ser o que a gente acha certo, não é? Em termos de valores, amor, profissão e, claro, estilo e moda. O que a gente acha certo normalmente vem da relação com as nossas referências: família, educação, pessoas públicas que admiramos, livros que lemos etc. Você pode ter a opinião parecida com a da maioria das pessoas e muitas vezes pode ser bem diferente. A questão é: tem que ser de verdade. Tem que sentir no coração, tem que ser confortável viver com as opiniões que você tem. E sabe por quê? Porque elas voltam pra gente.

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A gente é julgado, sempre. Julgado sobre as nossas escolhas e também sobre a roupa que vestimos. E esse julgamento não deve necessariamente nos incomodar, afinal ser você e viver a sua vida é o importante. Mas se o julgamento que volta pra gente coincide com o que fazemos das outras pessoas, é porque tá tudo errado. Exemplo clássico: menina que vive chamando a outra de “piriguete” (e outras coisas piores) porque veste roupa justa e curta, mas na hora de escolher a própria roupa é curto e justo também. Dois pesos e duas medidas? Cara de pau, eu diria.

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Entenderam onde eu quero chegar? Quando pensamos nas mensagens que vamos passar com nosso estilo e como queremos que as pessoas nos interpretem (e não é uma questão de agradar os outros e sim de como você quer se mostrar) temos obrigatoriamente que pensar nas nossas opiniões, em como enxergamos e “julgamos” as outras pessoas. Não tem nada mais feio no estilo do que incoerência. Isso cheira a gente mal resolvida e que não se ama. Pior, gente que não se conhece.

E ainda tem mais problema aí. Muitas, mas muitas vezes mesmo essa incoerência vem de não se aceitar do jeito que se é para seguir o que a maioria das outras pessoas fazem e pensam. Olha que horrível: julgar o estilo de alguém com base no que você pensa que é certo, mas se vestir do jeito que os outros pensam que é “certo”. Vou continuar com o mesmo exemplo: a menina acha que vestir roupa curta é coisa de periguete, mas a maioria dos homens acha bonito e sexy aí ela esquece a própria opinião vai lá e coloca um vestido curto pra “agradar”. Como lidar???? Ou entende que menina de vestido curto não é necessariamente periguete e para de julgar outras meninas ou nunca mais entra dentro de um vestido curto.

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Tenha opinião e estilos próprios. Se aceite. Aceite o que você pensa e viva com isso. Vista só e somente o que te faz sentir bem com as suas opiniões e não as opiniões alheias. Entende de uma vez por todas que a única pessoa que você tem que agradar é você mesma. E, por favor, evite julgar. O mundo julga muito e vamos ser sempre julgados. Mas quanto menos as pessoas se julgarem, menos “incoerências” e vontade de agradar os outros irão existir. E isso seria quase o paraíso.

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beijos pra vocês, queridos. Espero ver opiniões nos comentários! ;)

Você é mais bonita do que pensa!

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É com essa frase que termina um dos vídeos comerciais mais reais e construtivos dos dias atuais. Vídeo que foi lançado essa semana e chama: “Dove Retratos da Real Beleza”. É claro que não deixa de ser publicidade, não deixa de ser estratégia pra você comprar um produto. Mas o fato de alguém ter decidido fazer isso usando o sentimento de mulheres e não com construções midiáticas e imagens de Photoshop já é incrível de alguma maneira. Essa não foi a primeira boa peça da Dove, mas definitivamente foi a mais verdadeira. O conceito é brilhantemente simples e arrebatador: nós somos muito mais duras conosco do que as outras pessoas. E isso pode ir desde o normal e útil pra nos impulsionar até um nível não saudável, depressivo e negativo.

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 Hoje eu olho pra mim e, apesar de ter muito mais “defeitos” do que há alguns anos atrás e ter engordado vários quilos, tenho me achado muito mais bonita nos dias de hoje. Bonita no sentido inteiro e isolado, não no comparado. E a entrada da moda e do estilo na minha vida tem tudo a ver com isso. Eu não me comparo mais com ninguém, nem o corpo e nem a cabeça. Tenho trabalhado dia a dia em descobrir quem EU sou, do que EU gosto de vestir, pensar, falar, ouvir, trabalhar e viver. E já faz um tempo que a opinião de outras pessoas sobre a minha “beleza” realmente não me importa. Amo, amo e amo ser elogiada, claro, e isso é uma demonstração de que minhas escolhas pra mim estão refletindo positivamente. Mas isso deixou de definir minha posição sobre mim mesma, mesmo que ainda existam várias coisas que eu queira mudar. Eu parei de tentar ter a imagem que a maior parte das pessoas gostam para ter a imagem que pelo menos uma pessoa gosta e muito: eu mesma.

No final das contas só tem um jeito de ser bonita de verdade: sendo a melhor versão de você mesma. A questão da moda e do estilo passa diretamente no caminho da autoestima na nossa vida e na constituição da nossa própria visão de quem somos. Para desenvolver um estilo pessoal, usar a moda a nosso favor e transmitir as mensagens corretas sobre nós para o mundo é preciso antes ter uma imagem clara e coerente de si. Uma visão que mostre quem você quer ser, o que te faz feliz e o que é relevante pra você. Isso é muito importante, gente! Cada escolha de vestuário que você faz reflete o que você pensa sobre você. Cada vestido que você escolhe pra ir na balada e cada calça jeans que te leva à faculdade.

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Agora para um minuto e pensa se a pessoa que você parece ser é a pessoa que você é. Se não for, está na hora de se olhar no espelho com mais leveza e procurar um caminho de alegria e bem estar que vai substiruir tudo que você tem usado para disfarçar a pessoa única que você é. A pessoa que tá escondida aí dentro é muito mais bonita e especial do que todas as outras que você tem tentando ser. Vai por mim.

P.S.: pra quem não viu o vídeo, ta aí. É lindo.

(ana)crônicas do estilo: por onde eu começo?

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Não sei se vocês sabem (lembram-se), mas eu sou consultora de estilo. Ou personal stylist, como queiram. E foi ao longo do tempo, sempre opinando e dando dicas para família e amigos que eu percebi que era boa nisso. Nisso de entender melhor o que as pessoas precisam e querem sem que o meu gosto interfira. Dar dicas aos amigos, além de estudar, acabou sendo uma forma de aprender a entender as necessidades das pessoas e a ver como elas lidam com o próprio vestuário e estilo. Gostaria de voltar a compartilhar um pouco do que aprendi, dicas e estratégias com vocês aos poucos.

Para início de conversa quero comparar o estilo com a atividade física, o que faria do consultor de estilo um personal trainer. Ter “estilo” (no amplo sentido da palavra) é um exercício diário de autoconhecimento e observação do outro. Assim como a atividade física exige manutenção constante, cuidados diários, aprender fazer as coisas no tempo certo, de acordo com a sua rotina, personalidade e limitações.

A gente sabe que o exercício físico não é algo que muda o corpo do dia para a noite. Pois então, nem o estilo pessoal.  Existe a fase de início, de transição, de consolidação e de manutenção. (Quase) Nenhum guarda-roupa pode mudar completamente de maneira rápida. A não ser que você seja a rica sortuda do pedaço. Nós mortais temos que malhar o nosso rendimento mensal pra fazer ele render, então você não troca tudo de uma vez nem vira outra pessoa num piscar de olhos. Não é nem legal fazer isso, quase uma agressão à própria personalidade. Malhar (o corpo e o estilo) exige tempo, dedicação e os resultados vem com o passar dos dias em uma mudança gradual e natural. E normalmente são muito satisfatórios, faz qualquer uma se achar a última batatinha do pacote quando encontra um espelho. Quer coisa melhor?

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Como começar? Simples. Comece por você.

Quem é você? O que você faz e qual a sua rotina? Com que tipo de pessoa você trabalha? Com que tipo de pessoa você convive socialmente? Que tipo de lugares você frequenta? O que você gosta de vestir? Quais são as suas prioridades?

Respondendo com consciência a essas e outras perguntas sobre você e sua vida  surgirão as respostas de quais são as suas reais necessidades, a que tipo de situação você deve se adequar e que traços de sua personalidade são definidores do seu estilo.

As palavras de ordem são identidade e adequação: uma não pode abandonar a outra. Você tem que se vestir de acordo com sua personalidade, mas você deve se adequar às limitações que sua vida profissional e social ora impõem. Não tem erro se tiver bom senso.

beijo. beijo. um final de semana leve e ensolarado para todos nós. =D

 p.s.: o nome (ana)crônicas foi escolhido com duas referências. A palavra anacrônico, que remete a algo fora de seu contexto temporal e que por isso tem tudo a ver com o estilo pessoal, que não é algo volátil, como a moda e deve ser transportado conosco ao longo do tempo. E crônicas que são textos leves que tratam de assuntos cotidianos da vida das pessoas e para mim o estilo sem dúvida deve fazer parte desses temas. 

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Uma nova Personal Stylist no pedaço!

Oi gente! Eu venho hoje compartilhar com vocês mais uma conquista muito importante para mim. Depois de me graduar em Publicidade e Propaganda pela UFMG (com muito orgulho de fazer parte do curso melhor avaliado pelo MEC no Brasil), mergulhei nos domínios incertos e apaixonantes da moda e fiz a Pós-Graduação em Design de Moda. Mas só agora, após me sentir preparada o suficiente, realizei um grande desejo: profissionalizar-me como Consultora de Estilo ou Personal Stylist (como é mais conhecida a consultoria em caráter pessoal). E fiz questão de fazer com quem realmente entende do assunto. A Titta Aguiar é uma das pioneiras no Brasil em Estilo e uma das profissionais mais respeitadas do País. Já tinha um de seus livros há alguns anos e agora pude aprender com a própria. Incrível né? Estou tão feliz e orgulhosa de mim mesma.

Ueeeeeeba! Haha Isso significa que agora vocês tem formalmente uma profissional dando as dicas por aqui. Muito chiques vocês hein?? =) Digo formalmente porque se existe uma preocupação minha nessa vida é não falar asneira para as pessoas, como vejo acontecer exageradamente por aí. Desde que descobri que meu caminho era a moda (há muitos anos atrás) eu leio tudo que consigo e acompanho o tanto que posso, até a exaustão. Pesquisa e informação de moda e cultura para mim é alimento de mente, profissão e coração.

E é com esse pensamento, de trazer algo muito profissional, útil e verdadeiro, que irei dar o meu próximo passo. Em muito pouco tempo esse blog irá ser transformado no que ele foi sonhado para ser: um Clube de Moda. E vocês poderão contar SEMPRE, é claro, com a mais nova e dedicada profissional do pedaço.

Preparadas? Eu estou. E estou contando os dias. Vem comigo que vai ser lindo! =)

Ps.: As participantes do curso em Personal Stylist com a mestre: Carmem, Titta, Maria Luiza, Sarah (amiga linda!) e eu! Acho engraçado como essa foto representa bem a questão do estilo, somos 5 mulheres extremamente diferentes né?

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Dia internacional do que mesmo?

Eu não me lembro há quanto tempo eu descobri que o Dia internacional da Mulher é uma homenagem à operárias de uma fábrica têxtil que foram queimadas vivas em New York, mas sei que não tem tanto tempo assim. Uma vergonha. Acho que eu tinha que ter crescido sabendo disso e entendido a importância que é a voz, o valor e a liberdade que eu tenho para fazer o que eu bem entendo e não ser questionada por isso. E quando surgem aqueles comentários e opiniões arraigados de preconceito e completamente ultrapassados eu penso que evolução é assim, tem um período de transição em que o passado convive com o presente até que alguns valores antigos, impregnados, vão se dissolvendo entre as gerações e um dia acabam. Ah, um dia vão acabar.

Essas mulheres foram queimadas porque reivindicavam melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária de 16 para 10 horas diárias e salários iguais aos dos homens – que chegavam a ganhar três vezes mais no exercício da mesma função. Hoje é dia da mulher porque quando isso aconteceu todos os dias eram dias dos homens. Pensa só nisso!!!! Aí você para e dá Graças a Deus porque não vive mais nesse mundo e comemora o dia 08 de março, como se a tal transição tivesse passado. Não, ainda tem muita coisa para mudar. Já me vi atravessando a rua incontáveis vezes para não passar em frente a uma obra ou um bar repleto de homens. Enquanto uma mulher não puder andar na rua sem ter que passar pela desagradável situação de ser olhada como um pedaço de carne e chamada de coisas como gostosa e etc, ainda terá muita coisa para mudar. Isso citando a menorzinha das situações absurdamente desrespeitosas que ainda temos que conviver diariamente.

E não, eu não sou feminista. A palavra carrega nos dias de hoje um significado tão discriminante quanto machismo. Eu gosto de pensar em equilíbrio, aquela situação em que não há sobreposição entre as partes, sabe? Eu acredito na liberdade que cada um, homem ou mulher, deve ter de escolher o seu próprio caminho e ser respeitado em todo o percurso. Sem essa coisa de isso é de homem e aquilo é de mulher. Tudo é do ser humano e das suas necessidades sociais/culturais. Ok a mulher não gostar de limpar a casa e adorar mecânica. Ok também o contrário. Desde que nenhuma situação seja compelida a ela e sim escolhida por discernimento e conhecimento de si mesma. A mesma coisa para homens. Porque se encaixar em um estereótipo se ninguém é igual, se somos maravilhosamente fruto natural da diversidade. Quer coisa mais plural do que um código genético? Uma combinação aleatória de características que só você tem.

Tudo isso para falar que hoje não é dia de comemorar nada, e sim uma oportunidade de parar e refletir.

Esse desabafo pode parecer não ter nada a ver com o blog e com moda, mas tem a ver com tudo na nossa vida. Inclusive tudo a ver com a construção de um estilo pessoal. Ter um estilo é se vestir para você, sendo você. E ainda tem muita mulher se vestindo para conseguir ser notada pelos homens(pelos motivos errados) e outras para competir/parecer com outras mulheres.  Enquanto você não estiver se vestindo pra você, nada vai cair bem. Enquanto você não estiver vivendo pra você, vai sempre faltar um pedaço.

Seu estilo: Ritmo, ritmo de festa!

O final do ano já está aí e a quantidade de eventões e eventinhos nas nossas agendas vão aumentando a cada dia. Formaturas, confraternizações, natal e réveillon são apenas os mais comuns, mas em qualquer época do ano eventos um pouco mais formais geram muitas dúvidas e ultimamente a falta de informação ou despreocupação mesmo tem gerado um samba do crioulo doido. Tem festa que alguns parecem que estão indo para o Oscar e outros para um bar com os amigos. Essa discrepância é reflexo não só do despreparo das pessoas diante do convite, do fato de que muita gente ignora o traje pedido, como também de que grande parte dos convites estão vindo sem orientação de traje e ninguém é obrigado a adivinhar.

 

Por esses e outros motivos eu vou ir postando aqui algumas coisas importantes. Novidades para roupas de festa, cabelo, maquiagem, acessórios, desvendar a diferença entre os trajes etc. Se no meio do caminho alguém tiver alguma dúvida, pode apresentar aqui ou me enviar por e-mail, facebook etc. O post de hoje é sobre o que tem de novo, tendências e apostas da moda festa. Preparem-se porque é muita coisa. Tentei trazer muitas imagens e os textos são só explicativos mesmo.

 

Tem gente que imagina a moda festa com uma imagem muito antiga. Crepes, mousselines, cetim, tafetás com bordados e pronto. Hoje em dia nem dá mais para contar nos dedos o número de vestidos de paetê que se encontra nas festas. Por isso a minha primeira dica é: quer arrasar, ficar diferente, não parecer igual todo mundo? Então busque novas referências e não caia no senso comum. Outra dica, uma boa produção de festa depende de tudo e não só da roupa. Um cabelo e maquiagem bem feitos podem levar seu traje do Esporte Fino para o Passeio Completo numa boa. Aqui apresento as novidades e tendências que mais estão aparecendo nas passarelas, tapetes vermelhos e sites de street style. E tem produções para todo tipo de ocasião. Chega de conversa.

 

FENDAS

As fendas tem sido muito recorrentes e não estão só no terreno das mulheres ultra-sexys. Se feita no tamanho adequado ela é muito charmosa e faz toda a diferença.

 

COLORIDÃO

Seguindo a tendência Colour Block os vestidos de festa têm ganhado cores mais interessantes e grande variedade. É um ótimo investimento para quem não gosta de modelos super trabalhados, mas quer ter seu destaque na festa.

 

BRILHO E BORDADO

São o território firme da moda festa. Como já dito estamos no auge do paetê e se você acha lindo aproveita para usar antes que todo mundo canse, mas saiba que vai encontrar mais alguns modelos na festa. Sugiro procurar brilhos trabalhados no tecido, vestidos de lurex, metalizados, brocados ou bordados modernos com vários tipos de materiais e aplicações.

 

ESTAMPADOS

Os estampados finalmente ganharam seu espaço e não, eles não são menos arrumados do que nenhum modelo, aliás eu tenho achado até mais interessantes. Só tem que tomar cuidado com os tecidos. Prefira tecidos mais nobres ou trabalhados que seguram melhor as peças.

 

MINIMALISTAS

Sempre formam o grupo dos mais elegantes. Peças de tecidos nobres com design simplificado, acabamento impecável e quase sempre em uma cor só. Eu acho incrível como eles deixam a mulher maravilhosa com tão pouco, mas o segredo está na postura e por isso ele não combina com todo tipo de personalidade.

 

ALFAIATARIA

Nem só de vestidos vivem as festas, inclusive as super glamourosas. Modelos em alfaiataria podem sim ir a eventos com as mais variadas especificações de traje, até Black Tie. Acredito que caia melhor em mulheres de personalidade mai forte que não vão ligar para os comentários infantis que irão ouvir. Lembre-se do Le Smoking (incrível) de Yves Saint Laurent na década de 60, os atrasados e pouco interessantes são eles e não você.

 

CAUDA

Outro hit novinho em folha são os vestidos com cauda. Não aquelas que arraaaaastam no chão. Vestidos com barras assimétricas e bem mais curtos na frente. Eu acho muito muito bacana, mas não é uma peça para se investir e achar que vai usar várias vezes. É daquelas coisas que a gente vai olhar daqui a uns anos e achar breguíssimo. Mas se for para o vestido de um evento só, se joga.

 

BRANCO

Os looks branco total têm sido comuns também e é bom para desmistificar um pouco a cor, que fica linda em mulheres de todos os tons de pele. Só é bom fugir de coisas muito parecidas com noivas. Então nada de vestidos rodados de tule. Invista nos tecidos e nos acessórios que dá super certo!

 

MIDI

O comprimento interessante da vez é o midi. Muita gente acha esquisito e ele realmente pode achatar um pouco a silhueta, mas é tão tão elegante que compensa. Para quebrar esses efeitos suba num saltão e procure modelos sem exagero de volumes.

 

PLISSADOS

Modelos plissados também estão a todo vapor. Podem engordar um pouquinho e por isso prefira silhuetas mais ajustadas. Eles têm um ar vintage e chique lindo e ficam diferentões mesmo que o modelo seja mais simples. Adoro.

 

MACACÕES

Assim como a alfaiataria eles invadiram os tapetes vermelhos e passarelas. Também são uma boa opção para quem gosta de dar uma refrescada no visual, são lindos e super sexys. Curiosamente a cor preferida é o preto, mas eu investiria em um coloridão ou preto e branco.

 

TRANSPARÊNCIA

Super tendência também fora das festas, a transparência vem quase sempre assim: saia longa transparente. É bastante ousado, mas dá um efeito incrível.

 

UM OMBRO SÓ

Para variar do tomara que caia e frente única o que mais tem aparecido são os vestidos de um ombro só. É um modelo clássico e bem menos batido no mundo das festas também.

 

UFA! Acabou. Na verdade eu tinha mais um monte de coisa para postar, só que já estava GIGANTE! Não perca os próximos posts para não errar em nada nas próximas festas!

 

beijo. beijo.

 

Imagens: Chictopia, JustJared, Chic, LookBook, Ego e Reprodução

Perfil de esportista: reciclar, reinventar, renovar…

Tem uma atividade na vida que para mim é tão irritantemente chata quanto é produtiva: guardar roupa. Eu nunca posso achar que vou guardar rapidinho antes de fazer outra coisa. Eu nunca fiz isso. Porque por mais que eu postergue o ato, eu sei que uma vez iniciado será um momento lindo de enxurrada inspiracional. Não entendeu?

Pois é… a lôca aqui quando vê aquele monte de roupa junta em cima da cama, abre o guarda-roupas e as gavetas para enfim colocar tudo no lugar quando começa a ver mentalmente combinações que poderiam dar certo. Tipo eu olho para a blusa dentro da gaveta viro e olho para a saia na cama e falo… óquebeleza! Pois é, um transtorno pessoal.

E eu experimento tudo. E quanto mais experimento, mais a coisa flui e no final um milhão de roupas em cima da cama, muito mais do que tinha antes para guardar. E você deve estar se perguntando: tá, e porque eu preciso saber disso? Simples… porque para mim todo mundo tinha que achar o seu momento de loucura pessoal.

Eu não tenho tempo para nada e muitas vezes cansada arrumando para ir trabalhar ou para ir na Pós, não ocorre nada, NADA. É aí que esse momento de loucura salva, porque já tinha um monte de coisa raciocinada e eu fico muito feliz de colocar cada uma delas em prática. Então aquela desordem completa que eu fiz e o tempo que eu gastei a mais são muito proveitosos. Além de me divertir horrores, eu descubro mais possibilidades do meu guarda-roupa e enxergo mais as coisas que tem lá dentro. Porque se a gente não tenta usar as coisas que estão lá paradinhas há tempos, vai continuar usando as mesmas coisas todos os dias. A última vez que fiz isso, desenterrei duas blusas que não usava há mais de ano e misturei com coisas novas e ficou ó-te-mo. Acho sempre o máximo conseguir fazer isso e faço constantemente!  =)

Muita gente reclama que não sabe combinar, não tem inspiração, que não sabe comprar e que as roupas ficam lá encalhadas. MENTIRA. Talvez você ainda não tenha encontrado seu momento de loucura, aquele que te deixa mais confortável e feliz lidando com as suas roupas, sem ter que pensar ‘tenho que sair agora, com que roupa eu vou???”. Então, dois desafios pra vocês:

1) Experimente as coisas do seu guarda-roupa. Sem preconceito. Mistura mesmo, tenta umas coisas que você acha que só ia ficar bonito em outra pessoa e que você normalmente não usaria. Inspiração é olhar e prática, tem que tentar. E tentar muito.

*pense sempre que a mesma peça pode ser usada com mil outras. E só com isso aí em cima, dá pra sair mais coisa.

 

2) Tente usar as coisas que estão encalhadonas. Cada vez que você olhar para uma mesma peça terá um olhar diferente sobre ela. Eu garanto. Hoje você não conseguiu, mas amanhã talvez dê. Se nunca der, é porque comprou errado mesmo. Doe para quem precisa. Mas experimenta antes com todo o resto do seu guarda-roupa. Ok?

1, 2, 3 e… JÁ! Se joga.

 

Imagens: The Coveteur

Seu estilo: o corpo oval

O corpo oval é justamente o contrário do ampulheta. O volume se encontra principalmente na região abdominal e dos quadris, ombros e pernas são menos proeminentes. É preciso muito cuidado e paciência para montar produções que não prejudiquem a aparência e estejam equilibradas. O corpo que mais gera reclamações entre as mulheres tem uma lógica própria de ficar elegante, dá pra fazer!

 

 O mais importante, como sempre, é disfarçar as imperfeições e criar “ilusões” que ajudem a impressão visual final. Para as formas ovaladas o melhor é usar linhas verticais ou diagonais na roupa, provocando um “afinamento”. Essas linhas não são só estampas de listras, podem ser: roupas com corte reto simples e ajustadas ao corpo; sobreposições de coletes, blazers, cardigãs e casacos que ultrapasem o quadril e que quando usados abertos  formam uma faixa longitudinal no corpo; produções monocromáticas ou “ton sur ton”(o famoso tom sobre tom); calças de cintura normal ou alta de corte reto tocando o peito do pé também criam essa linha alongadora; exarpes e lenços longos simplesmente passados pelo pescoço com as pontas sobre o corpo formando um linha vertical.

Outra opção importante é deslocar a atenção para o rosto pescoço e colo. Isso pode ser feito com: brincos e colares mais marcantes;  lenços, faixas e arcos na cabeça; decotes em U ou e V; batons de cores fortes.

Evite qualquer peça ou volume que destaque ou acentue as regiões indesejadas, ou seja, nada de: cintura marcada; calças baixas ou leggings; calças de boca muito fina ou muito larga; golas rolês ou exarpes e lenços junto ao pescoço, é bom sempre que possível o colo estar a mostra;  jaquetas ou boleros curtos; listras ou linhas horizontais; blusa por dentro da calça; peças de tecidos volumosos, drapeados ou babados; comprimentos curtos, acima do meio da coxa; estampas grandes com formas arredondadas.

Aposte em roupas do tamanho certo, nem justas nem largas, que atendam aos objetivos que falamos acima: coletes ou wraps longos; jaquetas, blazers e cardigãs de corte reto e abaixo do quadril; listras verticais ou diagonais; sempre deixe um pouco de pele a mostra no colo, braços ou pernas, pois o efeito “todo coberto ressalta as formas ovalares; saias retas ou pouco evasês; vestidos em leve formato A e de cortes simples; tecidos com bom caimento, sem efeito armado ou que marque muito o corpo.

 Foi difícil achar imagens para esse post, afinal as mulheres desses sites de street style tem corpos quase perfeitos né? Mas as idéias estão aí. Dá pra ver que tem como usar muita coisa que é tendência só sabendo equilibrar e misturar. Alguém tem alguma dúvida?

Obs.: essa semana tem feriado, mas vou deixar preparadas postagens para entrarem todos os dias. OK? Quaquer coisa eu aviso aqui. Ótima semana santa a todos!!!

Seu estilo: o corpo ampulheta

O chamado corpo violão é o mais comum entre as brasileiras e em tese,o mais fácil de ser trabalhado, pois suas formas, mesmo se a mulher for magrinha ou mais cheinha, são proporcionais. As grandes características desse corpo são justamente ombros e quadris da mesma largura e cintura bem definida.

 

 

A forma feminina ampulheta já evoca muita sensualidade, portanto usar roupas muito justas ou decotadas ou curtas no dia-a-dia pode passar uma ideia errada sobre você e desviar a atenção das pessoas de quem realmente você é e o que pensa. É importante valorizar essa feminilidade da forma correta e ressaltar sim as formas, mas sem marcar. Justamente por ter quadris e ombros mais largos, quando usada uma roupa de silhueta completamente reta cria-se a impressão visual de alargamento. Então o ideal é usar peças que deixam a silhueta aparecer de forma sutil. Para passar a impressão de formalidade e credibilidade durante o dia opte por tecidos de qualidade, com bom caimento, peças de modelagem mais sóbria e simples.

Evite volumes na região do busto e dos quadris; estampas grandes e arredondas nas mesmas regiões; peças de silhueta armada, reta e longe do corpo.

Aposte em cintura marcada; decotes em V; saias lápis ou tulipa ou evasê; calças de corte reto com cós nem alto nem baixo; vestidos de cortes femininos com caimento leve ao redor do corpo; se você for baixinha use truques que alonguem a silhueta e marquem a cintura ao mesmo tempo, como: sobreposições com coletes e casacos com cinto por cima que criam uma linha vertical no meio do corpo.

 

 

É bom enfatizar mais uma vez que esses “tipos de corpo” são guias, referências generalizadas e mesmo que seu corpo se enquadre no tipo ampulheta, ele terá outras características que influenciarão no visual como: altura, peso, idade e estilo. Crie uma rotina de observar todos esses pontos também e teste o que lhe cai melhor. Mais uma vez: um espelho de corpo inteiro é seu melhor amigo e se quiser usar algo que deveria evitar busque algo para compensar e equilibrar o todo.

Seu estilo: que corpo você tem?

A forma do corpo não interfere na escolha de seu estilo, mas interfere no resultado visual das suas escolhas de vestuário. Isso significa que se você conhecer o seu corpo e descobrir o que fica melhor nele vai ter uma performance mais interessante, visualmente equilibrada e bonita.

O tipo de corpo, para mim, não implica em restrições no seu jeito de vestir, mas sugere escolhas mais agradáveis visualmente. Se você quer vestir algo que teoricamente não fica bem com seu tipo de corpo, é bom compensar essa escolha com outras que o valorizem ou minimizem os “defeitos”.

Gosto de pensar que não há certo ou errado na forma como nos vestimos, pois cada pessoa é única tanto em estilo quanto na forma do corpo e mesmo que duas pessoas tenham corpo parecido isso não significa que o que fica bem para uma, ficará bem para outra. Por isso o que vai ser falado aqui são dicas generalizadas, independentes de estilo e que podem não ser seguidas.

O mais importante é conhecer seu corpo e tipo físico, ter bom senso e um bom espelho, pois o resultado final quem vai aprovar é você! Ok?

Os tipos de corpo mais comuns estão na imagem abaixo e vamos falar de um por semana.

 

 

Imagem: reprodução

 

Mesmo sabendo qual o nosso tipo de corpo toda mulher tem uma visão própria de quais são os defeitos e do que ela gostaria de disfarçar. Além do mais além dessas variações a mulher ainda pode ser magra, cheinha, alta, baixa etc. Então vai depender de você e de um exercício diário entender e praticar as formas de vestir, não é criar um padrão e sim conseguir enxergar se está bom ou não.

Então aproveite esse tempo ante de as dicas começarem para descobrir que corpo você têm, como você gosta dele, que partes devem ser realçadas ou disfarçadas. Aí quando vierem as dicas você pode adequá-las para sua realidade.

Vai já pro espelho!