Estilo Pessoal e Moda: o que você pensa sobre isso?

Hello, strangers!

Bom, como informava o post anterior o blog ficou sem receber atualizações por um bom tempo. Por descompassos pessoais, crises existenciais com a moda e o formato padronizado dos blogs, por não querer ser mais um e por falta de tempo e ect etc etc que não cabem aqui.

Fato é que eu sinto falta de ter meu espaço pra escrever e depois de muito tempo pra pensar e pesquisar eu decidi que ele vai voltar em breve, mas com outra proposta, outra cara, outra abordagem, mais eu e você, menos do que não faz parte das nossas vidas. O que me interessa agora são as mulheres e homens reais. Pessoas que batalham contra o espelho todos os dias, que tem medos e dificuldades parecidas em muitos casos, mas que são únicas em personalidade, vida e estilo.

Para entender melhor essas pessoas e poder ajudar de verdade e produzir conteúdo útil e próximo das nossas realidades, estou realizando uma pequena pesquisa sobre as percepções em assuntos de vestuário, moda e estilo e as dificuldades que cada um tem no dia a dia.

E preciso MUITO da ajuda de vocês!
 

É anônimo e nem precisa ter intimidade com o assunto pra responder. Se você usa roupas para sair de casa já está habilitado a responder.(rs) Piadas ruins à parte, o link para respostas é esse:

http://goo.gl/forms/vu39G1xoiw

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Já agradeço de coração a ajuda e adianto que irei retribuir com muito amor e ótimos desejos  de uma vida plena, feliz e estilosa a todos que responderem!

​Um abraço e beijo.beijo.​

Você é mais bonita do que pensa!

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É com essa frase que termina um dos vídeos comerciais mais reais e construtivos dos dias atuais. Vídeo que foi lançado essa semana e chama: “Dove Retratos da Real Beleza”. É claro que não deixa de ser publicidade, não deixa de ser estratégia pra você comprar um produto. Mas o fato de alguém ter decidido fazer isso usando o sentimento de mulheres e não com construções midiáticas e imagens de Photoshop já é incrível de alguma maneira. Essa não foi a primeira boa peça da Dove, mas definitivamente foi a mais verdadeira. O conceito é brilhantemente simples e arrebatador: nós somos muito mais duras conosco do que as outras pessoas. E isso pode ir desde o normal e útil pra nos impulsionar até um nível não saudável, depressivo e negativo.

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 Hoje eu olho pra mim e, apesar de ter muito mais “defeitos” do que há alguns anos atrás e ter engordado vários quilos, tenho me achado muito mais bonita nos dias de hoje. Bonita no sentido inteiro e isolado, não no comparado. E a entrada da moda e do estilo na minha vida tem tudo a ver com isso. Eu não me comparo mais com ninguém, nem o corpo e nem a cabeça. Tenho trabalhado dia a dia em descobrir quem EU sou, do que EU gosto de vestir, pensar, falar, ouvir, trabalhar e viver. E já faz um tempo que a opinião de outras pessoas sobre a minha “beleza” realmente não me importa. Amo, amo e amo ser elogiada, claro, e isso é uma demonstração de que minhas escolhas pra mim estão refletindo positivamente. Mas isso deixou de definir minha posição sobre mim mesma, mesmo que ainda existam várias coisas que eu queira mudar. Eu parei de tentar ter a imagem que a maior parte das pessoas gostam para ter a imagem que pelo menos uma pessoa gosta e muito: eu mesma.

No final das contas só tem um jeito de ser bonita de verdade: sendo a melhor versão de você mesma. A questão da moda e do estilo passa diretamente no caminho da autoestima na nossa vida e na constituição da nossa própria visão de quem somos. Para desenvolver um estilo pessoal, usar a moda a nosso favor e transmitir as mensagens corretas sobre nós para o mundo é preciso antes ter uma imagem clara e coerente de si. Uma visão que mostre quem você quer ser, o que te faz feliz e o que é relevante pra você. Isso é muito importante, gente! Cada escolha de vestuário que você faz reflete o que você pensa sobre você. Cada vestido que você escolhe pra ir na balada e cada calça jeans que te leva à faculdade.

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Agora para um minuto e pensa se a pessoa que você parece ser é a pessoa que você é. Se não for, está na hora de se olhar no espelho com mais leveza e procurar um caminho de alegria e bem estar que vai substiruir tudo que você tem usado para disfarçar a pessoa única que você é. A pessoa que tá escondida aí dentro é muito mais bonita e especial do que todas as outras que você tem tentando ser. Vai por mim.

P.S.: pra quem não viu o vídeo, ta aí. É lindo.

Conceito Moda: a vulgaridade relativa do ar

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Acho que um dos assuntos mais polêmicos da moda cotidiana é o tal limiar entre sexy e vulgar. Até porque vivemos em um país onde as mulheres adoram aproveitar o calor e transbordar sua beleza e sensualidade por aí. Errado? Não mesmo. Em muitos casos, inadequado seria a palavra. O problema  desse assunto é que ele é tão relativo quanto a teoria de Einstein.

Antes de mais nada, e antes principalmente de julgar a roupa de alguém por aí, devemos considerar que pessoas de diferentes regiões, formações familiares, educacionais, culturais, religiosas, climáticas etc possuem visões muito diferentes sobre basicamente tudo nessa vida, inclusive sobre o tamanho da roupa. Sim, e faz parte do nosso dever social conviver, respeitar e aceitar as diferenças como constituidoras e inerentes à qualquer comunidade (porcamente) democrática.  Respeito não é escolha, é dever.

Isso dito vamos à outro fator: a adequação. A regrinha mágica da moda e do estilo que eu insisto sempre por aqui. Então… não é porque alguém possua todas essas diferenças em relação a outro grupo de pessoas que poderá frequentar um ambiente que não é “seu” usando o que bem entende sem levar em consideração as características de tal lugar. Certo? Como dissemos acima a regra máxima é respeito.

Então o que se tem com isso é: sim você pode usar o que você bem entende, curto, justo, decotado e o que mais desejar desde que o ambiente/ocasião e horário sejam adequados. Você é livre, dona do seu próprio corpo, responde pelas suas escolhas e pela carga simbólica, e tantas vezes pejorativa, que esse ou qualquer outro tipo de vestimenta carregue.

Agora, atentando ao tema por outro lado, o que é sexy e o que é vulgar? Mais uma vez é relativo. Falo aqui pela moda, então. O sexy tem a ver com uma feminilidade que é natural e que realçamos com a moda, modo como nos vestimos. O sexy na moda sempre tendeu ao sutil, ao elegante.

Existem e sempre existirão marcas que trabalham o sexy em outro patamar e trazem uma conotação que está mais para o sensual e o sexual. Essas vertentes ganharam fama, principalmente, pelo uso de artistas. Ou seja, pessoas que precisam da própria imagem e do corpo para viver e que utilizam dessas “ferramentas” da moda para causar desejo, admiração, conquistar fãs etc. Isso é claro incentiva o comportamento de mulheres ao redor do globo. O resultado é que hoje temos uma moda muito mais voltada ao culto do corpo, do que da criatividade. E por isso curtos, justos, decotados, transparentes estão sempre e sempre mais em alta.

E o que seria o vulgar? O vulgar tem a ver com o desrespeito (que falamos acima) e com o exagero. O vulgar é contrário ao elegante, é o desnecessário e também o ofensivo. O sensual passa a ser vulgar quando extrapola algum limite de adequação. Exemplo: decotes e extra-curtos em cerimônias formais ou religiosas, no trabalho etc.

Mas e aí Tetê, qual a sua opinião a respeito disso tudo? Acredito que o que realmente separa o sexy, do sensual e do vulgar é como você se comporta com a roupa que está vestida e a segurança com que você veste, porque aquilo está certo para você. Eu pessoalmente sou a favor do sexy sutil e delicado nos momentos apropriados. E principalmente sou a favor de uma moda que privilegie a mulher como um todo e não as formas de seu corpo, meramente. Uma moda que exalte a beleza através da criatividade e não do apelo sexual.

O que me preocupa, na verdade, não é que uma menina de 15 anos queria usar um vestido bandage curto pra ir em uma festa e sim o porquê de ela querer fazer isso.

Acho que a principal questão entre sexy e vulgar é na verdade que estamos em uma sociedade que cultua o corpo, o sexo, a provocação do sexo oposto, impõe padrões de beleza absurdos e temos que aprender e, principalmente, ensinar as nossas “crianças” a lidar com isso. Para que essa liberdade ( e tantas outras) que nós mulheres conquistamos de nos vestir como bem entendemos (recatada, sexy, moderna, sensual, hippie etc) seja uma escolha consciente e não um fim único.

Porque definitivamente não tem problema nenhum em querer ser um mulherão, com um corpaço e usar roupas que ressaltem essas características, desde que isso te faça feliz de verdade e não seja uma frustração cotidiana por não agradar o mundo sendo quem você realmente é. Mas essa é apenas a minha opinião, claro.

E a sua opinião sobre isso tudo, qual é? Vamos compartilhar mais sobre assuntos importantes assim? Deixe seu comentário!

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minha produção: fui ali ver o sol

Eu sei que os dias têm sido muito quentes e o sol não deu trégua em fevereiro (pelo menos aqui em BH), mas por mim que seja assim até 21 de março, início do outono. Eu adoro aquela luz toda, céu azulzão e uns algodões doces fingidos de nuvens: tudo junto se derramando sobre a terra. Amo olhar pra cima e ver o contraste das folhas verdes das árvores contra o azul infinito. É das coisas que mais gosto de ver na vida. Sou tipo criança ando olhando pra cima, admirando e sendo feliz com a minha pequenez diante de tudo.

A produção de hoje é na verdade de dezembro, estava perdida aqui. Mas foi feita em um desses dias abençoados de sol e por isso coloco de inspiração para o final de semana: o de vocês e o meu. A coordenação tem as várias características que eu amo: solto do corpo, feminino, acessório forte, mistura de cor e adequado para várias situações de um final de semana normal, seja durante o dia ou à noite.

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Blusa: C&A – Saia: Renner – Rasteira: Sonho dos Pés

Bolsa: comprada em SP – Colar: eu que fiz =p

Óculos: não lembro, mas é de uma loja de departamento também

P.S.: eu sei que nunca coloquei de onde são minhas coisas, nem gostava da ideia. Mas algumas pessoas já me falaram que é legal ver como eu me visto de maneira barata e que era pra eu compartilhar. Então, aí vai. Vocês vão ver que é tudo bem barato mesmo, não pago caro em nada porque não tenho money e porque sei que dá pra achar mais barato em outro lugar. Quase sempre são de lojas de departamento ou achados por aí.

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(ana)crônicas do estilo: por onde eu começo?

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Não sei se vocês sabem (lembram-se), mas eu sou consultora de estilo. Ou personal stylist, como queiram. E foi ao longo do tempo, sempre opinando e dando dicas para família e amigos que eu percebi que era boa nisso. Nisso de entender melhor o que as pessoas precisam e querem sem que o meu gosto interfira. Dar dicas aos amigos, além de estudar, acabou sendo uma forma de aprender a entender as necessidades das pessoas e a ver como elas lidam com o próprio vestuário e estilo. Gostaria de voltar a compartilhar um pouco do que aprendi, dicas e estratégias com vocês aos poucos.

Para início de conversa quero comparar o estilo com a atividade física, o que faria do consultor de estilo um personal trainer. Ter “estilo” (no amplo sentido da palavra) é um exercício diário de autoconhecimento e observação do outro. Assim como a atividade física exige manutenção constante, cuidados diários, aprender fazer as coisas no tempo certo, de acordo com a sua rotina, personalidade e limitações.

A gente sabe que o exercício físico não é algo que muda o corpo do dia para a noite. Pois então, nem o estilo pessoal.  Existe a fase de início, de transição, de consolidação e de manutenção. (Quase) Nenhum guarda-roupa pode mudar completamente de maneira rápida. A não ser que você seja a rica sortuda do pedaço. Nós mortais temos que malhar o nosso rendimento mensal pra fazer ele render, então você não troca tudo de uma vez nem vira outra pessoa num piscar de olhos. Não é nem legal fazer isso, quase uma agressão à própria personalidade. Malhar (o corpo e o estilo) exige tempo, dedicação e os resultados vem com o passar dos dias em uma mudança gradual e natural. E normalmente são muito satisfatórios, faz qualquer uma se achar a última batatinha do pacote quando encontra um espelho. Quer coisa melhor?

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Como começar? Simples. Comece por você.

Quem é você? O que você faz e qual a sua rotina? Com que tipo de pessoa você trabalha? Com que tipo de pessoa você convive socialmente? Que tipo de lugares você frequenta? O que você gosta de vestir? Quais são as suas prioridades?

Respondendo com consciência a essas e outras perguntas sobre você e sua vida  surgirão as respostas de quais são as suas reais necessidades, a que tipo de situação você deve se adequar e que traços de sua personalidade são definidores do seu estilo.

As palavras de ordem são identidade e adequação: uma não pode abandonar a outra. Você tem que se vestir de acordo com sua personalidade, mas você deve se adequar às limitações que sua vida profissional e social ora impõem. Não tem erro se tiver bom senso.

beijo. beijo. um final de semana leve e ensolarado para todos nós. =D

 p.s.: o nome (ana)crônicas foi escolhido com duas referências. A palavra anacrônico, que remete a algo fora de seu contexto temporal e que por isso tem tudo a ver com o estilo pessoal, que não é algo volátil, como a moda e deve ser transportado conosco ao longo do tempo. E crônicas que são textos leves que tratam de assuntos cotidianos da vida das pessoas e para mim o estilo sem dúvida deve fazer parte desses temas. 

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Perfil de esportista: reciclar, reinventar, renovar…

Tem uma atividade na vida que para mim é tão irritantemente chata quanto é produtiva: guardar roupa. Eu nunca posso achar que vou guardar rapidinho antes de fazer outra coisa. Eu nunca fiz isso. Porque por mais que eu postergue o ato, eu sei que uma vez iniciado será um momento lindo de enxurrada inspiracional. Não entendeu?

Pois é… a lôca aqui quando vê aquele monte de roupa junta em cima da cama, abre o guarda-roupas e as gavetas para enfim colocar tudo no lugar quando começa a ver mentalmente combinações que poderiam dar certo. Tipo eu olho para a blusa dentro da gaveta viro e olho para a saia na cama e falo… óquebeleza! Pois é, um transtorno pessoal.

E eu experimento tudo. E quanto mais experimento, mais a coisa flui e no final um milhão de roupas em cima da cama, muito mais do que tinha antes para guardar. E você deve estar se perguntando: tá, e porque eu preciso saber disso? Simples… porque para mim todo mundo tinha que achar o seu momento de loucura pessoal.

Eu não tenho tempo para nada e muitas vezes cansada arrumando para ir trabalhar ou para ir na Pós, não ocorre nada, NADA. É aí que esse momento de loucura salva, porque já tinha um monte de coisa raciocinada e eu fico muito feliz de colocar cada uma delas em prática. Então aquela desordem completa que eu fiz e o tempo que eu gastei a mais são muito proveitosos. Além de me divertir horrores, eu descubro mais possibilidades do meu guarda-roupa e enxergo mais as coisas que tem lá dentro. Porque se a gente não tenta usar as coisas que estão lá paradinhas há tempos, vai continuar usando as mesmas coisas todos os dias. A última vez que fiz isso, desenterrei duas blusas que não usava há mais de ano e misturei com coisas novas e ficou ó-te-mo. Acho sempre o máximo conseguir fazer isso e faço constantemente!  =)

Muita gente reclama que não sabe combinar, não tem inspiração, que não sabe comprar e que as roupas ficam lá encalhadas. MENTIRA. Talvez você ainda não tenha encontrado seu momento de loucura, aquele que te deixa mais confortável e feliz lidando com as suas roupas, sem ter que pensar ‘tenho que sair agora, com que roupa eu vou???”. Então, dois desafios pra vocês:

1) Experimente as coisas do seu guarda-roupa. Sem preconceito. Mistura mesmo, tenta umas coisas que você acha que só ia ficar bonito em outra pessoa e que você normalmente não usaria. Inspiração é olhar e prática, tem que tentar. E tentar muito.

*pense sempre que a mesma peça pode ser usada com mil outras. E só com isso aí em cima, dá pra sair mais coisa.

 

2) Tente usar as coisas que estão encalhadonas. Cada vez que você olhar para uma mesma peça terá um olhar diferente sobre ela. Eu garanto. Hoje você não conseguiu, mas amanhã talvez dê. Se nunca der, é porque comprou errado mesmo. Doe para quem precisa. Mas experimenta antes com todo o resto do seu guarda-roupa. Ok?

1, 2, 3 e… JÁ! Se joga.

 

Imagens: The Coveteur

Seu estilo: o corpo oval

O corpo oval é justamente o contrário do ampulheta. O volume se encontra principalmente na região abdominal e dos quadris, ombros e pernas são menos proeminentes. É preciso muito cuidado e paciência para montar produções que não prejudiquem a aparência e estejam equilibradas. O corpo que mais gera reclamações entre as mulheres tem uma lógica própria de ficar elegante, dá pra fazer!

 

 O mais importante, como sempre, é disfarçar as imperfeições e criar “ilusões” que ajudem a impressão visual final. Para as formas ovaladas o melhor é usar linhas verticais ou diagonais na roupa, provocando um “afinamento”. Essas linhas não são só estampas de listras, podem ser: roupas com corte reto simples e ajustadas ao corpo; sobreposições de coletes, blazers, cardigãs e casacos que ultrapasem o quadril e que quando usados abertos  formam uma faixa longitudinal no corpo; produções monocromáticas ou “ton sur ton”(o famoso tom sobre tom); calças de cintura normal ou alta de corte reto tocando o peito do pé também criam essa linha alongadora; exarpes e lenços longos simplesmente passados pelo pescoço com as pontas sobre o corpo formando um linha vertical.

Outra opção importante é deslocar a atenção para o rosto pescoço e colo. Isso pode ser feito com: brincos e colares mais marcantes;  lenços, faixas e arcos na cabeça; decotes em U ou e V; batons de cores fortes.

Evite qualquer peça ou volume que destaque ou acentue as regiões indesejadas, ou seja, nada de: cintura marcada; calças baixas ou leggings; calças de boca muito fina ou muito larga; golas rolês ou exarpes e lenços junto ao pescoço, é bom sempre que possível o colo estar a mostra;  jaquetas ou boleros curtos; listras ou linhas horizontais; blusa por dentro da calça; peças de tecidos volumosos, drapeados ou babados; comprimentos curtos, acima do meio da coxa; estampas grandes com formas arredondadas.

Aposte em roupas do tamanho certo, nem justas nem largas, que atendam aos objetivos que falamos acima: coletes ou wraps longos; jaquetas, blazers e cardigãs de corte reto e abaixo do quadril; listras verticais ou diagonais; sempre deixe um pouco de pele a mostra no colo, braços ou pernas, pois o efeito “todo coberto ressalta as formas ovalares; saias retas ou pouco evasês; vestidos em leve formato A e de cortes simples; tecidos com bom caimento, sem efeito armado ou que marque muito o corpo.

 Foi difícil achar imagens para esse post, afinal as mulheres desses sites de street style tem corpos quase perfeitos né? Mas as idéias estão aí. Dá pra ver que tem como usar muita coisa que é tendência só sabendo equilibrar e misturar. Alguém tem alguma dúvida?

Obs.: essa semana tem feriado, mas vou deixar preparadas postagens para entrarem todos os dias. OK? Quaquer coisa eu aviso aqui. Ótima semana santa a todos!!!

Seu estilo: o corpo ampulheta

O chamado corpo violão é o mais comum entre as brasileiras e em tese,o mais fácil de ser trabalhado, pois suas formas, mesmo se a mulher for magrinha ou mais cheinha, são proporcionais. As grandes características desse corpo são justamente ombros e quadris da mesma largura e cintura bem definida.

 

 

A forma feminina ampulheta já evoca muita sensualidade, portanto usar roupas muito justas ou decotadas ou curtas no dia-a-dia pode passar uma ideia errada sobre você e desviar a atenção das pessoas de quem realmente você é e o que pensa. É importante valorizar essa feminilidade da forma correta e ressaltar sim as formas, mas sem marcar. Justamente por ter quadris e ombros mais largos, quando usada uma roupa de silhueta completamente reta cria-se a impressão visual de alargamento. Então o ideal é usar peças que deixam a silhueta aparecer de forma sutil. Para passar a impressão de formalidade e credibilidade durante o dia opte por tecidos de qualidade, com bom caimento, peças de modelagem mais sóbria e simples.

Evite volumes na região do busto e dos quadris; estampas grandes e arredondas nas mesmas regiões; peças de silhueta armada, reta e longe do corpo.

Aposte em cintura marcada; decotes em V; saias lápis ou tulipa ou evasê; calças de corte reto com cós nem alto nem baixo; vestidos de cortes femininos com caimento leve ao redor do corpo; se você for baixinha use truques que alonguem a silhueta e marquem a cintura ao mesmo tempo, como: sobreposições com coletes e casacos com cinto por cima que criam uma linha vertical no meio do corpo.

 

 

É bom enfatizar mais uma vez que esses “tipos de corpo” são guias, referências generalizadas e mesmo que seu corpo se enquadre no tipo ampulheta, ele terá outras características que influenciarão no visual como: altura, peso, idade e estilo. Crie uma rotina de observar todos esses pontos também e teste o que lhe cai melhor. Mais uma vez: um espelho de corpo inteiro é seu melhor amigo e se quiser usar algo que deveria evitar busque algo para compensar e equilibrar o todo.

Seu estilo: que corpo você tem?

A forma do corpo não interfere na escolha de seu estilo, mas interfere no resultado visual das suas escolhas de vestuário. Isso significa que se você conhecer o seu corpo e descobrir o que fica melhor nele vai ter uma performance mais interessante, visualmente equilibrada e bonita.

O tipo de corpo, para mim, não implica em restrições no seu jeito de vestir, mas sugere escolhas mais agradáveis visualmente. Se você quer vestir algo que teoricamente não fica bem com seu tipo de corpo, é bom compensar essa escolha com outras que o valorizem ou minimizem os “defeitos”.

Gosto de pensar que não há certo ou errado na forma como nos vestimos, pois cada pessoa é única tanto em estilo quanto na forma do corpo e mesmo que duas pessoas tenham corpo parecido isso não significa que o que fica bem para uma, ficará bem para outra. Por isso o que vai ser falado aqui são dicas generalizadas, independentes de estilo e que podem não ser seguidas.

O mais importante é conhecer seu corpo e tipo físico, ter bom senso e um bom espelho, pois o resultado final quem vai aprovar é você! Ok?

Os tipos de corpo mais comuns estão na imagem abaixo e vamos falar de um por semana.

 

 

Imagem: reprodução

 

Mesmo sabendo qual o nosso tipo de corpo toda mulher tem uma visão própria de quais são os defeitos e do que ela gostaria de disfarçar. Além do mais além dessas variações a mulher ainda pode ser magra, cheinha, alta, baixa etc. Então vai depender de você e de um exercício diário entender e praticar as formas de vestir, não é criar um padrão e sim conseguir enxergar se está bom ou não.

Então aproveite esse tempo ante de as dicas começarem para descobrir que corpo você têm, como você gosta dele, que partes devem ser realçadas ou disfarçadas. Aí quando vierem as dicas você pode adequá-las para sua realidade.

Vai já pro espelho!

 

 

 

 

Seu estilo: o começo

Para começar a se descobrir e construir um estilo tem que fazer pequenos exercícios diários que vão mudar MUITA coisa em você (mesmo que não queira) e demandam tempo e paciência.

Em alguns momentos vai parecer autoajuda gente, mas juro que não, eu o-dei-o esse tipo de texto. Lê tudo que você vai entender!

1º – Aceitar quem você é

Isso significa que você tem que entender de uma vez por todas que você tem uma profissão, uma família, uma posição social, um poder de compra, um corpo, uma personalidade e que é isso que você tem que usar. Ninguém deve ficar esperando mudanças na vida financeira ou emagrecer para começar a trabalhar seu estilo e a sua imagem. Inclusive esperar por isso é desculpa esfarrapada, porque mudanças assim são demoradas e podem ir acontecendo aos poucos durante vida, a gente incorpora tudo depois. OK?

Esconder seu corpo em baixo de roupas que não combinam com você por vergonha é um absurdo. Achar que a falta de dinheiro não te permite vestir melhor também. Aceitar quem você é também passa por ADEQUAÇÃO. A sua vida, os locais que você frequenta e o trabalho que você tem te darão limites e você também tem que trabalhar em cima deles.

 

 

2º – Observar

Acho que esse é o exercício mais importante, que nunca deve parar e podemos usar para todos os âmbitos da nossa vida. Esse ato de observação só funciona se deixarmos de lado preconceitos, medos, moralismos e gostos pessoais. É um exercício livre que deve agregar em todos os momentos. Aos poucos vamos percebendo a imensa diferença em que observar tudo sem criticar. Muda os nossos conceitos e o mais importante aprimora e personaliza nossa forma de vestir. Isso nos ajudará a criar um olhar apurado para o bem vestir e o bom gosto com um panorama de diversidade e liberdade.

Devemos observar: olhar muito no espelho; o que fica melhor em nosso corpo; o que nos deixa confortável e à vontade nas mais diversas situações; o que nos faz sentir bonita ou sexy ou elegante etc; as formas como as outras pessoas usam as roupas na rua, no trabalho, no lazer, em uma festa; vitrines, lojas, desfiles, lookbooks; ir a exposições, cinema, teatro, shows; olhar com calma a cidade, a arquitetura, a natureza; ter atenção a formas, texturas, tecidos, cores; sorrisos, expressões faciais, maquiagens, peles. Enfim, observe TUDO o tempo todo. Nunca mais olhe para uma publicidade ou um editorial simplesmente por olhar. O que as coisas te falam?

 

 

3º – Tenha vontade e coragem

Sem se exercitar, não dá. Tem que ter vontade de passar por tudo isso e ter uma imagem melhor e aprimorada de você mesmo. Para construir um estilo você também tem que ter a coragem de exibir quem você é e criar uma imagem condizente através de roupas, acessórios e sapatos. As pessoas perto de você podem não entender no começo, mas se você percebeu que essa mudança reflete quem você é, passa por cima. A gente não pode escutar as opiniões dos outros o tempo todo, depois que você já se conhece percebe que sua opinião é sempre melhor e você vai saber a hora de pedir ajuda quando precisar.

Tenha coragem de ousar e usar o que quiser e for melhor!

 

Um beeeijo e começem já!