Augge Winter Fashion Show

Fui convidada para na terça-feira, 13/03, no Museu das Minas e do Metal comparecer a um evento de lançamento das coleções do inverno de 13 marcas mineiras: o AUGGE Winter Fashion Show. Desfilaram por lá Alex Moreira, Annic, Attuale, Blue Banana, Caos, Fluê, Green Co, Heaven, La Ví, Label, Leo Coelho, Trintênio e Ruth Amaral.

O Augge já está em sua sexta edição e foi uma maneira que o produtor Alex Moreira encontrou de apresentar para imprensa, corretores de moda, lojistas e consumidores os lançamentos de algumas marcas, fora dos grandes circuitos. Segundo palavras do próprio idealizador:

“Estamos muito felizes com a consolidação do AUGGE. Várias marcas de destaque da moda mineira fazem parte da história de sucesso do evento, que a cada edição ganha ainda mais visibilidade e respeito. Nosso objetivo é fomentar o mercado e mostrar para todo o país a força da moda feita em Minas Gerais, que movimenta bilhões de reais todo ano e é responsável por muitos empregos, além de ser referência no lançamento de tendências para todo o Brasil”.

O evento foi bem promovido, a estrutura estava bacana e o Museu, que é lindíssimo, contrasta de forma instigante com a estrutura metálica da passarela e da iluminação. Eu, com todo o meu critério, vi várias coisas que poderiam ter sido melhores, mas é um evento em crescimento e consolidação e que deve ir aprimorando com a própria experiência.

O que me deixou decepcionada foram os desfiles. Entendo que seja uma proposta comercial e não esperava ver nada fora dessa base. Mesmo assim faltou muita personalidade à maioria das marcas, trabalho com o tecido, caimento, acabamento e styling. Já vi outros desfilies de algumas das marcas e sei que elas podem e fazem mais do que o que foi apresentado. Fora os erros de construção, conceito e finalização a maioria das marcas se mostrou antenada e atual, várias tendências se confirmavam a cada desfile:

Renda colorida, franjas, couro, pele (principalmente em coletes), barras assimétricas, calças estampadas, tons de vinho e mostarda, “conjuntinhos”, muitas estampas, pretos, marrons e muito, muito dourado.

O desfile que mais me chamou atenção foi um masculino, de Leo Coelho. Gostei muito das propostas, como a utilização da bermuda acima do joelho, moletons, camisetas e cachecóis junto à uma alfaiataria revisitada. Achei atual e realista com o nosso inverno. Fica a dica para os meninos então.

O melhor desfile feminino foi o da La Ví, que eu não conhecia. Gostei do uso das cores das camisas de alfaiataria, calças de montaria e misturas de peças clássicas com esportivas e casuais. Funcionou bem.

E vocês, o que acharam? Coloquei aqui o site ou Facebook das marcas que encontrei. A maioria delas já está com as coleções desfiladas à venda:

Alex Moreira – https://www.facebook.com/profile.php?id=100002126527768

Annic http://www.annic.com.br/inverno2012/

Attuale http://www.attualemoda.com.br/

Blue Banana (http://www.bluebanana.com.br/)

Caos http://www.caosnostropicos.com.br/

Fluê http://www.flue.com.br

Green Co http://www.greencobrasil.com/

Heaven – não achei

La Ví http://www.lavibh.com.br/

Label http://www.labelfashion.com.br/

Leo Coelho http://www.leocoelho.com.br/

Trintênio – não achei

Ruth Amaral http://www.ruthamaral.com.br/

Para quem quiser visitar o Museu das Minas e do Metal vale muito o passeio e tem uma programação bastante ativa: Praça da Liberdade, s/nº (Palácio Rosa). http://www.mmm.org.br/

Ps.: O post demorou a sair pois não consegui tirar boas fotos do desfile e foi muito difícil conseguir imagens de divulgação. Fica a dica para o próximo ter uma página de divulgação no flick, quem sabe, ou mesmo um álbum completo no Facebook. As Imagens são do fotógrafo Fredericus Augustus e do próprio museu.

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Que espetáculo: MTP dia 1

O Minas Trend Preview do inverno 2012 começou e terminou aqui em BH. Mais uma vez não pude ir, entre a Pós e trabalho não deu. Isso não significa que eu não tenha acompanhado avidamente tudo que aconteceu por lá. Achei a cobertura dessa temporada menos incursiva. Nas outras tinham mais sites e blogs falando sobre o evento e os que abriram espaço nessa edição produziram pouco conteúdo. Para mim isso é um sinal ruim, vamos ver né? Como já disse na última edição, o MTP ainda é meio deslocado, não achou muito seu lugar e talvez por isso esteja perdendo espaço na mídia especializada. Sei lá, suposição.

 

Já sobre os desfiles, o dia 1 foi proveitoso, vi muita coisa que gostei e um avanço na qualidade de algumas marcas. A primeira a desfilar foi a Mary Design. Pessoalmente eu adoro e acho o trabalho incrível, mas não gostei mesmo da apresentação no MTP. Acho o conceito e a ideia de performance muito bons, mas a execução foi ruim. A construção ficou muito exagerada e a proposição da imagem de moda se perdeu no caminho, comprometendo o conceito e a própria apresentação das peças. Não se vê quase nada do trabalho da marca. Inclusive a base de roupas que sustentava a produção era mal feita, fiquei chocada.

 

 

Ps.: adorei esse sapato.

 

A segunda apresentação foi da marca Maria Garcia, uma grata apresentação da segunda linha de Clô Orozco. O desfile foi bom, agradável de se ver. É uma moda urbana, feminina e jovem que foge aos estereótipos tradicionais. Tem um pouco de retrô e tem muito de atual. Assim como quase todas as coleções do MTP, ela foi completamente comercial, mas não perdeu o charme. Poucas cores: cinza, preto, branco, creme e rosa choque. A silhueta é variada e há uma coordenação entre tecidos fluidos e pesados que combina com nosso inverno. Os destaques foram a pantalona preta, a saia midi estampada e as golas de pele falsa (lindas).

 

 

Mais uma apresentação de acessórios com Claudia Arbex. Para mim foi a mesma coisa que ver a última coleção. O mesmo trabalho com pérolas e correntes e inclusive peças muito parecidas. Decepcionante.

 

 

A Apartamento 03 fez um bom desfile também. Bom trabalho com tecidos principalmente. A imagem é muito urbana e sofisticada apresentada também em cores muito sóbrias: preto, azul marinho, cinza e vinho. Destaque para as aplicações de alfinete nos tecidos e colares.

 

 

Em sua primeira apresentação no MTP a E.Store fez um trabalho urbano, atual, sexi e cheio de peças que já desejamos: saia longa com transparência, muita camisaria, vestido-camisa com frente mais curta, fenda e macacão. Uma coleção comercial bem feita, mas sem nenhuma novidade de moda. Tudo já está aí. As cores são preto, branco e azul marinho.

 

 

 

O designer de bolsas Rogério Lima seguiu a fila. Eu particularmente acho o trabalho do designer de muito mal gosto. E em edições anteriores havia muita peça copiada de grifes internacionais. Acho que o trabalho da marca não convence em nada. O brilho metalizado das peças é brega e o trabalho com a pele poderia ter ficado bom, mas não chegou lá.

 

 

Encerrando o primeiro dia entrou na passarela a grife Última Hora. Ótimo fechamento, inclusive. A marca que fez um desfile muito ruim de verão, mas se reorganizou, conseguiu manter a sua pegada de estilo e construir uma coleção ótima. Um inverno mais colorido, muito setentista (característica da marca) com ótimas peças. Mix de estampas, texturas e estilos. Vimos muito tweed e alfaiataria com uma cara rústica, silhueta ajustada ao corpo em comprimentos longos ou curtos. Gostei mesmo, muito bem feito. Não acho que traz nenhuma imagem nova, mas deu uma boa refrescada.

 

 

 

Então é isso. beijo. Beijo.

 

Imagens: Flickr Na Mídia Comunicação

Que espetáculo! -> Minas Trend Preview – dia 2

O segundo dia de MTP foi bem melhor, ainda muito comercial e com pouco “preview”. Algumas marcas entraram relativamente bem e outras escorregaram feio. O que mais me decepciona são as “cópias”! Como já disse aqui, elas são super aceitáveis em fast-fashions e lojas que só estão preocupadas em vender e não em criar moda. Em um evento que carrega a proposição de criar e antecipar tendências isso é inaceitável. Também achei que o styling deixou mito a desejar, quase nada de propostas interessantes, bem mais do mesmo… =/

Enfim… passada a raivinha vamos às fotos! Separei as melhores produções, mais atuais e mais originais na minha humilde opinião. Os primeiros desfiles do dia foram no Inhotim, delícia né?

Esse é o da GIG.

Aqui, destaque para as formas túnicas/batas quadradonas, soltas ou com cintinho, são promessas para o verão. Bordadas, estampadas…

Patrícia Motta

Patrícia Motta fez um desfile mais interessante. O trabalho com o couro em cores, silhuetas e recortes ficaram interessantes na maioria das entradas. Destaco a cor laranja (que também apareceu bem no desfile da Gig) e a inspiração setentista. Os looks e o styling com chapéus e as flores lembrou um pouco Marc Jacobs verão 2011, rolou uma inspiração?

Vivaz

A marca é de moda festa e trouxe o que se pode esperar so segmento: brilho, tecidos esvoavantes, bordados e cores pratas, cinzas, beges e dourados. Feminina, com ar retrô e cintura marcada. O trabalhos com o tecido nas duas primeiras fotos ficou bom.

Mary Design

O desfile da marca é sempre um respiro. A designer se joga nas inspirações e constrói imagens muito bonitas. Dessa vez tudo era MEGA e muito brasileiro. Muitas voltas, detalhes, materiais, misturas e trabalho. Vamos ver como isso vai ser desdobrado nas lojas. Acho que vaos querer tudo.

Patogê

A marca fez um desfile melhor que a concorrência do dia anterior. Trouxe algumas tendências anunciadas: branco, macacão/jardineira, metelizados e rendas/crochês.

Chicletes com Guaraná

Inspirada em tema oriental a marca fez um desfile com baixos e altos. Pra ficar de olho nos plissados do fim do desfile. A cor vermelho/rosa de algumas peças é incrível.

Chouchou

A marca jovem teve uma inspiração bacana na mulher maravilha, mas perdeu o fio da meada, voou longe demais e as referências ficaram confusas, misturadas. Algumas coisas bem fofas apareceram porque isso a marca faz bem. Os super heróis vão aparecer mais nessa temporada, pra ficar de olho também!

Blue Banana

A marca fez uma mistureba sem fim, tentou colocar vários hits juntos e ficou muito ruim. Algumas peças separadas até ficariam legais, mas as produções que entraram na passarela não funcionaram.

Alessa

Por fim a Alessa desfilo folhagens e flores. As formas não variaram muito (tem muita túnica), mas as estampas ficaram bonitas. O tecido metalizado poderia ser melhor trabalhado.

Que vocês estão achando do nosso próximo verão????

Coisa de homem: e tendência, pra homem tem também?

Tem sim. E das boas.

Em menos quantidade claro, visto que os hábitos dos rapazes são menos vorazes que o desejo feminino pelo novo. O que vão ser apresentadas aqui são as novidades apontadas nas passarelas brasileiras para o inverno 2011. A moda masculina nacional tem ganhado bons expoentes criadores nos últimos tempos, todos com uma pegada mais jovem. Não se deve nada nesse segmento para a Semana de Moda de Milão. Mas moda madura e alfaiataria ainda tem pouca gente fazendo e quase não desfilam nas nossas principais semanas de moda. Talvez porque nossos homens acima dos 30 sejam tão quadrados e caretas, diferentemente do que se vê na europa, principalmente na Itália.

Nos últimos desfiles de inverno alguns detalhes apareceram em praticamente todos os desfiles e representam as tais tendências. Já chegaram nas lojas, mas em versões bem mais simplificadas e bastante usáveis até pelos nada corajosos. Vamos ver aqui hoje e nas próximas semanas – pra não ficar gigante – as mais importantes:

4 padronagens + cores + mil misturas

Desconstrução da alfaiataria + o novo casual

a silhueta + o novo jeans

E para começar: tricô + lã 

É a hora e a vez das roupas de tricô, com destaque para os de pontos grandes. As peças mais recorrentes são cardigãs, casacos compridos, suéteres e cachecóis.

Amapô – British Colony – João Pimenta

Reserva – Redley

A lã fria – ótima para os climas tropicais – vem principalmente em tecido plano, alguns de fios finos e elegantes na alfaiataria, outros mais grosseiros, flanelados e de aparência despojada. Podem usar em  blazers, calças, coletes, casacos, bermudas…

Alexandre Herchcovitch – Amapô – João Pimenta

Osklen – R. Groove

Se algum de vocês interessar-se por saber mais sobre tendências masculinas, esse texto é de 2007 mas ainda está super atual: Oficina de Estilo.

Que espetáculo: pra colocar na agenda

Saiu o line-up do Minas Trend Preview Primavera/Verão 2012. O evento, que já estava programado para acontecer entre os dias 11 e 14 de maio, fechou quais serão os desfiles:

Quarta-feira, 11 de maio
19h Dta/ Claudia Arbex/ Patricia Motta
21h Cavalera/ Rogério Lima/Última Hora

Quinta-feira, 12 de maio
9h Vivaz
19h Mary Design/ Patogê/ Chicletes com Guaraná
21h Chouchou/ Blue Banana/ Alessa

Sexta-feira, 13 de maio
19h Áurea Prates/ Camaleoa/ Cila
21h Maria Garcia/ Gig/ Apartamento 03

Vou tentar ir cobrir pra gente, mesmo tendo a pós a noite. Tomara que dê pra trazer informações quentinhas dos desfiles! Alguém aí têm alguma marca que ama desfilando no Minas Trend?

Que espetáculo! -> Cris Barros Inverno 2011

Ontem aconteceu o desfile da estilista Cris Barros, que recentemente lançou uma elogiada e badalada coleção com a fast-fashion Riachuelo. Eu não sou uma fã, mas vejo a importância que ela tem na moda nacional e por isso vou falar um nadinha sobre ela:

Cris Barros está chegando na casa dos 40, mas parece ter 24. Já foi modelo, estudou moda no Brasil e no exterior, trabalhou com marketing e imagem de moda e hoje é empresária e estilista da marca que leva seu nome. A marca, criada em 2002, teve primeiro o nome “Wardrobe” e tem um dos lançamentos mais aguardados a cada estação. Ela não desfila nas semanas de moda, vende cerca de 100mil peças ao ano, é a única brasileira que vende na Colette, concept store francesa famosíssima, e exporta para mais de 20 países. É uma potência brasileira quando o assunto é moda feminina.

A estilista preza pela silhueta feminina com caimento e modelagem perfeitos que valorizem as formas do corpo. Suas marcas são a sensualidade e a incrível construção de drapeados e babados, presentes em todas as coleções. Ela faz roupa para a mulher desejar e querer vestir na hora. Nada conceitual ou inovador, mas tudo absolutamente bem feito e de bom gosto. Todas querem vestir Cris Barros.

O desfile de inverno veio lindo e com várias tendências já desfiladas, mas com a cara da marca. Os detalhes:

Destaque: brilho, recortes, amarrações, babados, drapeados, plissados e tranparência.

Modelagem: descolada do corpo, fluida e leve. Característica do sexy contemporâneo, que não marca o corpo e joga com o esconde-mostra.

Cores: muito preto, cinza-beje, camelo, vermelho, branco, azul, prata-grafite.

Tecidos: Destaque para uma seda metalizada incrível. Também têm seda pura, camurça, malha de paetê, veludo, couro e pele.

 

Vamos às fotos?

 

 

Já tem no site da Cris Barros o catálogo lindo dessa coleção e vocês vão ver quando entrarem no site um videozinho ótimo de making off.

 

Que vocês acham da Cris?

 

Ps.: As imagens são do Chic.