Simples e natural!

Quem acompanha desfiles e tapetes vermelhos já deve ter reparado que a maquiagem vem dando uma suavizada nos últimos tempos. É uma macrotendência de beleza confirmada agora pelos desfiles nacionais e internacionais. E quem assina a beleza dos desfiles são sempre os melhores e mais conceituais profissionais.

Essa guinada de simplicidade e naturalidade na maquiagem segue um caminho que a moda como um todo vem seguindo: a consolidação do estilo minimalista, com inúmeras marcas adeptas como as brasileiras Maria Bonita, Cori, Osklen e Huis Clos e as internacionais Jill Sander, Calvin Klein, Céline e Hermès.

No mundo da maquiagem há ainda uma valorização da beleza natural. A evolução da cosmética, segundo apontam vários profissionais da maquiagem, irá cada vez mais permitir que as mulheres consigam ter peles bem cuidadas e que muitas vezes dispensam qualquer preparação com base. É claro que para nós, reles mortais, não funciona fácil assim ainda. Sempre tem aquela olheira exu, uma espinha incoveniente etc etc… mas é um passo significativo para uma beleza confortável e mais natural.

Acho inclusive que para o nosso clima essa nova proposta funciona muito. A combinação de maquiagem com sol, calor e umidade não é exatamente fácil de manter e nós sabemos bem.

E como faz para aplicar na vida real?

1º Passo: O principal é cuidar muito da pele. Matemática da mais simples: quanto mais bem cuidada a pele menos maquiagem você vai precisar para corrigi-la. Lavar o rosto com sabonete próprio 2 vezes por dia, usar filtro solar todos os dias e hidratar o rosto com produto adequado ao seu tipo de pele pela manhã e à noite é a rotina básica fundamental.

Além disso, ainda indico completar a limpeza com tônico ou adstringente, borrifar água termal uma vez ao dia para potencializar a hidratação e repor minerais e esfoliar o rosto 2 vezes por semana. Para quem possui pele oleosa e acneica (eu \o/) ainda é bom fazer uma limpeza de pele regularmente e usar um produto de tratamento específico (estou usando um ótimo, depois posto aqui). Eu ainda faço (quando lembro) uso de uma máscara de limpeza e revitalização, o ideal era usar uma vez por semana.

Era muito desleixada com cuidados de beleza e recentemente me esforcei para começar a fazer tudo direitinho. Ainda dou umas escorregadas, mas em muito pouco tempo já está fazendo uma super diferença. Vale a pena mesmo!

2º Passo: Na hora de fazer a maquiagem, evitar uso de produtos pesados e sempre optar pela leveza e naturalidade. Durante o dia é melhor o uso de um primer para uniformizar a pele e corretivo nas olheiras e imperfeições mais aparecidas (espinhas e manchinhas). Um blush muito levinho e pouca máscara para cílios completam.

Para a noite uma base mais suave pode ser usada e alguns truques simples como: iluminador bem discreto, batom nude ou com cor, mas aplicado com leves batidinhas só para um ar de saúde, sobra iluminadora no canto interno do olho, lápis marrom esfumado rente aos cílios superiores só para marcar o olhar e  caprichar um pouco mais na máscara para cílios.

Observe bem as fotos de exemplo e lembre-se que nessa proposta de beleza a aparência é sempre leve, discreta e naturalmente bonita.

*Ps.:Gente eu esqueci o nome de uma atriz e não lembro de onde tirei a foto. Alguém sabe??

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Que espetáculo! -> Minas Trend Preview (dia 1)

O Minas Trend Preview é atualmente um dos eventos mais importantes da moda brasileira e encerrou suas atividades da estação primavera/verão 2012 no sábado último. A sua proposta é ser um pré-lançamento de tendências a cada estação, mas a realidade ainda não passa exatamente por aí. O evento cresceu mais em termos de salão de negócios e hoje é respeitadíssimo nesse quesito, as marcas que expõem têm fechado cada vez mais cotratos nacionais e internacionais.

Já os desfiles ainda deixam muito a desejar, salvo exceções. Foram 21 em três dias com nomes locais e de outros estados. Eu tenho uma super boa vontade na hora de assistir os defiles do MTP, bairrismo sabe? Mas tenho sempre muitas decepções. Espero que o evento possa chegar ao patamar que Minas merece e tem competência de fazer. Prefiro que vocês julguem com as imagens e como são muitas, os comentários serão reduzidos. Vamos ao primeiro dia de evento:

Cavalera

Referência Color Block, silhueta despojada e homenagem ao bom e velho All Star. Nas estampas aparecem principalmente o xadrez e as listras e nos tecidos jeans, brins e malhas. Absolutamente nada de novo. Mas é fácil e confortável para o dia a dia.

Cláudia Arbex

Acessórios que são mais importantes que a roupa, é isso que Cláudia Arbex faz. São peças absurdamente trabalhadas, sempre maxi que ocupam principalmente o pescoço e o colo. Para o verão a base é dourada, com correntes, pedraria em miçangas e canutilhos, flores de metal e um jeito boho, étnico.

DTA

O desfile foi confuso e óbvio para a estação. A silhueta ficou difícil em muitas produções femininas, engordava muito até as modelos magrelas do desfile. O styling beirou o brega. O destaque positivo ficou para a aposta do jeans menos em calças e mais em outras peças e 2 entradas masculinas. Algumas peças são até bonitas, mas não procure unicidade, inovação ou preview.

Maria Garcia

A Maria Garcia foi bem fofa. Desfile coerente, bem acabado, o melhor do dia. As misturas de tecidos, estampas e cores são muito atuais a silhueta é descolada do corpo, confortável, mas muito feminina. Também nada de novo. O destaque fica para a beleza que dá o tom da coleção.

Rogério Lima

Desfilou o que sempre desfila. Modelos estruturados, extravagantes, coloridos e com muitos detalhes. Continua também colocando na passarela modelos e insirações evidentes de algumas marcas internacionais. Eu só gostei das duas últimas fotos da montagem: a pastinha e a mochila.

Última Hora

 A Última Hora peca pelo exagero, mas conseguiu um desfile razoável. Apesar de algumas referências de silhuetas e peças de marcas internacionais, tem peças interessantes. As peças com amarrações são muito parecidas as criações de Cris Barros para esse inverno.

Acho que soei um tanto catastrófica, mas tento analisar aqui com uma visão crítica e prezando por uma evolução. E vocês, gostaram de alguma coisa em especial????

Ob.: Desculpe mais uma vez pelo abandono do blog, mas eu não estou tendo quase nada de tempo. Esses dias vamos de MTP, depois tentamos voltar ao normal.

A bola da vez: 70’s show

Marcada por sentimentos políticos, sociais e ecológicos revolucionários e pela chamada antimoda, chega a ser paradoxal a recorrente inspiração de grandes marcas na década de 70. E nesse inverno ela está aí novamente, mesmo que sutil, em quase todas as coleções.

 

Marc by Marc Jacobs

 

Etro + Dries Van Noten

 

Cavalera + Alexander Mcqueen

 

Os anos 70 são dos:

Hippies: caracterizados pelos pensamentos anticonsumo, harmonia entre os humanos, proteção à natureza e diferentes formas religiosas e místicas de consciência. Todas essas referências trouxeram para o vestuário muitas estampas, inspirações orientais, tecidos naturais, valorização de peças antigas(de brechó), feitas a mão e customizadas, couro, franjas, silhuetas largas e despreocupadas.

Punks: eram uma oposição a todos os valores da sociedade, usaram da subversão e ceticismo para se expressar de várias formas, principalmente na música e na indumentária. Vestiam muito couro, preto, tachas e ribites, peças rasgadas, detonadas, decotadas e uma boa dose de atitude.

Mulher no mercado de trabalho competitivo: elas começam a entrar em territórios dantes masculinos e usam a indumentária para se impor. As roupas formais femininas se inspiraram no universo masculino e se imortalizaram na mão de Yves Saint Laurent com a criação do Le smocking em 1966. O terninho foi o símbolo do poder e sensualidade feminina na década de 70.

Boom mundial da calça jeans: a praticidade e conforto entram em cena e a calça jeans reina absoluta. No trabalho e no lazer ele passa a ser a peça escolhida pela massa trabalhadora. A mais vista era de cintura alta, Pantalona ou boca de sino.

Explosão das discotecas: o início do reino do pop. No final da década as referências vêm da música, filmes e arte pop. Cor e brilho em roupas justas e descoordenadas com muitos acessórios.

 

Céline + Dolce & Gabbana

 

Alice + Olivia

 

Miu Miu + Dries Van Noten + Dolce & Gabbana

 

Todas as imagens são atuais e revelam a influência da década na moda de agora. Os conceitos das passarelas foram revisitados, adaptados, mudaram de contexto e ganharam ares contemporâneos. Nas ruas a roupa 70’s tem uma pegada vintage, de resgate, com referências misturadas, mas sempre proposital.

O mais legal dessa tendência é que todo mundo já tem alguma coisa no armário que dá para usar com inspiração 70’s. E tem estética para todos os gostos e idades.

 

 

 

 

 

 

 

Conceito: moda ->O sentimento de todos e de cada um

Assistir a um bom desfile é como ler uma poesia em movimento. É fascinante perceber todas as emoções que ele pode transmitir e toda a complexidade da construção simbólica.

Em algumas vezes parece prosa, um conto da vida, uma crônica do cotidiano. E outras vezes é apenas o silêncio que pulsa em nossos olhos e grita revolucionário em nossas mentes.

Um desfile não tem nada a ver com roupas e tendências. É uma representação subjetiva de como vestir a vaidosa alma humana, de como externar os sonhos.

O estilista tem o poder e a responsabilidade de construir algo que vem de si e gerar identificação e maravilhamento a outras pessoas; de compartilhar e disseminar emoções e anseios presos na garganta de todos nós.

Assim como em outras tantas formas de arte, a moda tem o poder do inconsciente coletivo: muitas pessoas usam a mesma arte, a arte que melhor os representam. Nisso reside toda a beleza; toda a razão ou a falta dela.

Imagem: reprodução