Estilo Pessoal e Moda: o que você pensa sobre isso?

Hello, strangers!

Bom, como informava o post anterior o blog ficou sem receber atualizações por um bom tempo. Por descompassos pessoais, crises existenciais com a moda e o formato padronizado dos blogs, por não querer ser mais um e por falta de tempo e ect etc etc que não cabem aqui.

Fato é que eu sinto falta de ter meu espaço pra escrever e depois de muito tempo pra pensar e pesquisar eu decidi que ele vai voltar em breve, mas com outra proposta, outra cara, outra abordagem, mais eu e você, menos do que não faz parte das nossas vidas. O que me interessa agora são as mulheres e homens reais. Pessoas que batalham contra o espelho todos os dias, que tem medos e dificuldades parecidas em muitos casos, mas que são únicas em personalidade, vida e estilo.

Para entender melhor essas pessoas e poder ajudar de verdade e produzir conteúdo útil e próximo das nossas realidades, estou realizando uma pequena pesquisa sobre as percepções em assuntos de vestuário, moda e estilo e as dificuldades que cada um tem no dia a dia.

E preciso MUITO da ajuda de vocês!
 

É anônimo e nem precisa ter intimidade com o assunto pra responder. Se você usa roupas para sair de casa já está habilitado a responder.(rs) Piadas ruins à parte, o link para respostas é esse:

http://goo.gl/forms/vu39G1xoiw

Post_Pesquisa1

Já agradeço de coração a ajuda e adianto que irei retribuir com muito amor e ótimos desejos  de uma vida plena, feliz e estilosa a todos que responderem!

​Um abraço e beijo.beijo.​

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Anacrônicas do estilo: quer saber como as pessoas te veem?

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Comece a reparar em como você vê (e julga) as outras pessoas. Simples assim. No último texto (que eu amei escrever, inclusive!) comentei sobre o vídeo da Dove que mostra como somos mais duros conosco do que as outras pessoas. Disse que em termos de vida e de estilo pessoal pra gente gostar do que vê no espelho tem que primeiro saber o que quer ver e importar menos com os padrões do mundo. E hoje quero falar disso, de como descobrir “o que a gente quer ver”.

O que a gente quer ver no espelho tem relação muito próxima com o que a gente pensa do mundo e das outras pessoas, a nossa visão do que é certo e o que é errado. Afinal a gente quer ser o que a gente acha certo, não é? Em termos de valores, amor, profissão e, claro, estilo e moda. O que a gente acha certo normalmente vem da relação com as nossas referências: família, educação, pessoas públicas que admiramos, livros que lemos etc. Você pode ter a opinião parecida com a da maioria das pessoas e muitas vezes pode ser bem diferente. A questão é: tem que ser de verdade. Tem que sentir no coração, tem que ser confortável viver com as opiniões que você tem. E sabe por quê? Porque elas voltam pra gente.

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A gente é julgado, sempre. Julgado sobre as nossas escolhas e também sobre a roupa que vestimos. E esse julgamento não deve necessariamente nos incomodar, afinal ser você e viver a sua vida é o importante. Mas se o julgamento que volta pra gente coincide com o que fazemos das outras pessoas, é porque tá tudo errado. Exemplo clássico: menina que vive chamando a outra de “piriguete” (e outras coisas piores) porque veste roupa justa e curta, mas na hora de escolher a própria roupa é curto e justo também. Dois pesos e duas medidas? Cara de pau, eu diria.

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Entenderam onde eu quero chegar? Quando pensamos nas mensagens que vamos passar com nosso estilo e como queremos que as pessoas nos interpretem (e não é uma questão de agradar os outros e sim de como você quer se mostrar) temos obrigatoriamente que pensar nas nossas opiniões, em como enxergamos e “julgamos” as outras pessoas. Não tem nada mais feio no estilo do que incoerência. Isso cheira a gente mal resolvida e que não se ama. Pior, gente que não se conhece.

E ainda tem mais problema aí. Muitas, mas muitas vezes mesmo essa incoerência vem de não se aceitar do jeito que se é para seguir o que a maioria das outras pessoas fazem e pensam. Olha que horrível: julgar o estilo de alguém com base no que você pensa que é certo, mas se vestir do jeito que os outros pensam que é “certo”. Vou continuar com o mesmo exemplo: a menina acha que vestir roupa curta é coisa de periguete, mas a maioria dos homens acha bonito e sexy aí ela esquece a própria opinião vai lá e coloca um vestido curto pra “agradar”. Como lidar???? Ou entende que menina de vestido curto não é necessariamente periguete e para de julgar outras meninas ou nunca mais entra dentro de um vestido curto.

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Tenha opinião e estilos próprios. Se aceite. Aceite o que você pensa e viva com isso. Vista só e somente o que te faz sentir bem com as suas opiniões e não as opiniões alheias. Entende de uma vez por todas que a única pessoa que você tem que agradar é você mesma. E, por favor, evite julgar. O mundo julga muito e vamos ser sempre julgados. Mas quanto menos as pessoas se julgarem, menos “incoerências” e vontade de agradar os outros irão existir. E isso seria quase o paraíso.

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beijos pra vocês, queridos. Espero ver opiniões nos comentários! ;)

Você é mais bonita do que pensa!

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É com essa frase que termina um dos vídeos comerciais mais reais e construtivos dos dias atuais. Vídeo que foi lançado essa semana e chama: “Dove Retratos da Real Beleza”. É claro que não deixa de ser publicidade, não deixa de ser estratégia pra você comprar um produto. Mas o fato de alguém ter decidido fazer isso usando o sentimento de mulheres e não com construções midiáticas e imagens de Photoshop já é incrível de alguma maneira. Essa não foi a primeira boa peça da Dove, mas definitivamente foi a mais verdadeira. O conceito é brilhantemente simples e arrebatador: nós somos muito mais duras conosco do que as outras pessoas. E isso pode ir desde o normal e útil pra nos impulsionar até um nível não saudável, depressivo e negativo.

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 Hoje eu olho pra mim e, apesar de ter muito mais “defeitos” do que há alguns anos atrás e ter engordado vários quilos, tenho me achado muito mais bonita nos dias de hoje. Bonita no sentido inteiro e isolado, não no comparado. E a entrada da moda e do estilo na minha vida tem tudo a ver com isso. Eu não me comparo mais com ninguém, nem o corpo e nem a cabeça. Tenho trabalhado dia a dia em descobrir quem EU sou, do que EU gosto de vestir, pensar, falar, ouvir, trabalhar e viver. E já faz um tempo que a opinião de outras pessoas sobre a minha “beleza” realmente não me importa. Amo, amo e amo ser elogiada, claro, e isso é uma demonstração de que minhas escolhas pra mim estão refletindo positivamente. Mas isso deixou de definir minha posição sobre mim mesma, mesmo que ainda existam várias coisas que eu queira mudar. Eu parei de tentar ter a imagem que a maior parte das pessoas gostam para ter a imagem que pelo menos uma pessoa gosta e muito: eu mesma.

No final das contas só tem um jeito de ser bonita de verdade: sendo a melhor versão de você mesma. A questão da moda e do estilo passa diretamente no caminho da autoestima na nossa vida e na constituição da nossa própria visão de quem somos. Para desenvolver um estilo pessoal, usar a moda a nosso favor e transmitir as mensagens corretas sobre nós para o mundo é preciso antes ter uma imagem clara e coerente de si. Uma visão que mostre quem você quer ser, o que te faz feliz e o que é relevante pra você. Isso é muito importante, gente! Cada escolha de vestuário que você faz reflete o que você pensa sobre você. Cada vestido que você escolhe pra ir na balada e cada calça jeans que te leva à faculdade.

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Agora para um minuto e pensa se a pessoa que você parece ser é a pessoa que você é. Se não for, está na hora de se olhar no espelho com mais leveza e procurar um caminho de alegria e bem estar que vai substiruir tudo que você tem usado para disfarçar a pessoa única que você é. A pessoa que tá escondida aí dentro é muito mais bonita e especial do que todas as outras que você tem tentando ser. Vai por mim.

P.S.: pra quem não viu o vídeo, ta aí. É lindo.

(ana)crônicas do estilo: por onde eu começo?

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Não sei se vocês sabem (lembram-se), mas eu sou consultora de estilo. Ou personal stylist, como queiram. E foi ao longo do tempo, sempre opinando e dando dicas para família e amigos que eu percebi que era boa nisso. Nisso de entender melhor o que as pessoas precisam e querem sem que o meu gosto interfira. Dar dicas aos amigos, além de estudar, acabou sendo uma forma de aprender a entender as necessidades das pessoas e a ver como elas lidam com o próprio vestuário e estilo. Gostaria de voltar a compartilhar um pouco do que aprendi, dicas e estratégias com vocês aos poucos.

Para início de conversa quero comparar o estilo com a atividade física, o que faria do consultor de estilo um personal trainer. Ter “estilo” (no amplo sentido da palavra) é um exercício diário de autoconhecimento e observação do outro. Assim como a atividade física exige manutenção constante, cuidados diários, aprender fazer as coisas no tempo certo, de acordo com a sua rotina, personalidade e limitações.

A gente sabe que o exercício físico não é algo que muda o corpo do dia para a noite. Pois então, nem o estilo pessoal.  Existe a fase de início, de transição, de consolidação e de manutenção. (Quase) Nenhum guarda-roupa pode mudar completamente de maneira rápida. A não ser que você seja a rica sortuda do pedaço. Nós mortais temos que malhar o nosso rendimento mensal pra fazer ele render, então você não troca tudo de uma vez nem vira outra pessoa num piscar de olhos. Não é nem legal fazer isso, quase uma agressão à própria personalidade. Malhar (o corpo e o estilo) exige tempo, dedicação e os resultados vem com o passar dos dias em uma mudança gradual e natural. E normalmente são muito satisfatórios, faz qualquer uma se achar a última batatinha do pacote quando encontra um espelho. Quer coisa melhor?

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Como começar? Simples. Comece por você.

Quem é você? O que você faz e qual a sua rotina? Com que tipo de pessoa você trabalha? Com que tipo de pessoa você convive socialmente? Que tipo de lugares você frequenta? O que você gosta de vestir? Quais são as suas prioridades?

Respondendo com consciência a essas e outras perguntas sobre você e sua vida  surgirão as respostas de quais são as suas reais necessidades, a que tipo de situação você deve se adequar e que traços de sua personalidade são definidores do seu estilo.

As palavras de ordem são identidade e adequação: uma não pode abandonar a outra. Você tem que se vestir de acordo com sua personalidade, mas você deve se adequar às limitações que sua vida profissional e social ora impõem. Não tem erro se tiver bom senso.

beijo. beijo. um final de semana leve e ensolarado para todos nós. =D

 p.s.: o nome (ana)crônicas foi escolhido com duas referências. A palavra anacrônico, que remete a algo fora de seu contexto temporal e que por isso tem tudo a ver com o estilo pessoal, que não é algo volátil, como a moda e deve ser transportado conosco ao longo do tempo. E crônicas que são textos leves que tratam de assuntos cotidianos da vida das pessoas e para mim o estilo sem dúvida deve fazer parte desses temas. 

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